A diretoria do Santos avalia a contratação de um novo zagueiro para a temporada de 2027 após a confirmação da lesão muscular do volante Willian Arão na quarta-feira (14). Com a transferência do argentino Adonis Uriel Frías em agosto de 2026 e problemas médicos no setor, o diretor-executivo de futebol Alexandre Mattos tem cinco nomes mapeados como opções de mercado: Nino, Tomás Palacios, Adryelson, Jacy e Joaquim.
Willian Arão atuava improvisado como zagueiro titular ao lado de Lucas Veríssimo sob o comando do técnico Cuca. Exames de imagem constataram uma lesão na região posterior da coxa direita (músculo semimembranoso), sofrida no domingo (11), durante a derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, na Arena MRV. Não há confirmação oficial sobre o tempo exato de parada do atleta.
Escalação do Santos contra o Fluminense e opções para Cuca
Sem Willian Arão, que também cumpriria suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo, Luan Peres deve retomar a vaga de titular na defesa ao lado de Lucas Veríssimo. O próximo compromisso da equipe ocorre neste domingo (18), às 16h (horário de Brasília), contra o Fluminense, no Maracanã, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
No banco de reservas, as alternativas imediatas são atletas das categorias de base. O zagueiro João Ananias, de 19 anos, acumula 13 partidas pelo time profissional em 2026, mas não entra em campo desde 16 de setembro de 2026, contra o Atlético-MG, pela Copa Sul-Americana, e não figura na lista de relacionados desde 19 de setembro de 2026, diante do Remo, pelo Brasileirão. Outro defensor de 19 anos, João Alencar, disputa espaço entre os convocados pela comissão técnica.
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A ausência de Willian Arão interrompe a sequência do segundo jogador mais utilizado pelo clube na temporada. Contratado em julho de 2025, o meio-campista soma 47 partidas em 2026, atrás apenas de Benjamín Rollheiser, que tem 49 jogos. Com o volume de atuações neste ano, Arão atingiu a meta contratual de produtividade e garantiu a renovação automática de seu vínculo até dezembro de 2027.
Alvos de Alexandre Mattos para a defesa do Santos em 2027
Até outubro de 2026, o Santos não abriu negociação nem apresentou proposta oficial pelos cinco defensores listados, que compõem uma relação inicial de avaliação para a janela de transferências de 2027. Os jogadores observados atuam no Brasil e no exterior:
- Nino (29 anos, Zenit, da Rússia): esteve no radar de Palmeiras e Fluminense entre o fim de 2025 e o primeiro semestre de 2026, mas o clube russo exigiu cerca de 20 milhões de euros (entre R$ 112 milhões e R$ 120 milhões) para a liberação.
- Tomás Palacios (Inter de Milão, da Itália): o defensor argentino joga por empréstimo no Estudiantes de La Plata em 2026 e recusou uma oferta de empréstimo do clube paulista em 2025.
- Adryelson Shawann Lima Silva (Al-Wasl, dos Emirados Árabes Unidos): ex-jogador de Botafogo, Lyon e Anderlecht, é titular na equipe árabe na temporada 2026/2027.
- Jacy Maranhão Oliveira (29 anos, Coritiba): zagueiro e volante com contrato até o fim de 2028, foi adquirido junto ao Operário-PR em maio de 2025 mediante pagamento de multa rescisória de R$ 1,25 milhão e conquistou a Série B de 2025.
- Joaquim Henrique Pereira Silva (Tigres, do México): vendido pelo próprio Santos em julho de 2024 por US$ 8 milhões (R$ 45,1 milhões), tem vínculo até meados de 2027 e despertou interesse recente de Vasco e Botafogo.
Sobre as tratativas anteriores com equipes brasileiras, Nino explicou a postura do clube russo nas negociações. “O Palmeiras e o Fluminense surgiram. A questão foi que, em dezembro do ano passado, quando os clubes chegaram, o Zenit falou que só me venderia se fosse campeão. O título só se resolveu em junho, então o Palmeiras não podia esperar até junho e desistiu da contratação. Pós-título, o Zenit disse que toparia vender, mas nas condições deles”, declarou o zagueiro.
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Venda de Adonis Frías, departamento médico do Santos e dívida na CBF
A redução de opções na zaga santista começou em 18 de agosto de 2026, quando a diretoria acertou a venda de Adonis Frías, de 28 anos, ao Atlas, do México, pelo valor fixo de US$ 3,7 milhões (cerca de R$ 19,5 milhões a R$ 20 milhões), em operação que pode alcançar US$ 4,5 milhões com metas e na qual o clube brasileiro manteve 20% dos direitos econômicos. Antes da proposta mexicana, o argentino tinha acordo encaminhado para sair por empréstimo ao Racing, da Argentina, em uma troca que traria o lateral-direito Gastón Martirena para a Vila Belmiro.
Outro defensor do elenco, o paraguaio Alexis David Duarte Pereira, que tem contrato até 2029 e custou US$ 4 milhões (R$ 21,7 milhões) em setembro de 2025 junto ao Spartak Moscou, sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito em 2 de março de 2026. A lesão ocorreu na estreia por empréstimo pelo Libertad, do Paraguai, contra o San Lorenzo, fazendo com que o atleta retornasse ao CT Rei Pelé no fim daquele mês para tratamento pós-cirúrgico. Ele divide o departamento médico em outubro de 2026 com o volante Arthur (lesão na coxa direita em 2 de outubro, retorno previsto para novembro), o goleiro Gabriel Brazão (cirurgia no ombro esquerdo, volta em 2027) e o lateral-esquerdo Vinícius Lira (ruptura de ligamento do joelho esquerdo em março, retorno em 2027).
Tanto Lucas Veríssimo (anunciado em 3 de março de 2026) quanto Adonis Frías e Alexis Duarte (ambos contratados em 2 de setembro de 2025) chegaram na gestão de Alexandre Mattos, que completou um ano no cargo em 5 de junho de 2026 com 15 contratações realizadas. No âmbito financeiro envolvendo defensores, o Cuiabá divulgou em 22 de setembro de 2026 a condenação do Santos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para processos entre clubes e atletas, ao pagamento de R$ 18,6 milhões por pendências na compra de Joaquim em 2023 e no repasse de sua venda ao futebol mexicano.
