A professora aposentada Dilva Mangini Armani, de 73 anos, e seus dois netos, de 9 e 12 anos, morreram em um acidente na rodovia BR-163, em Bom Jesus do Sul, no Sudoeste do Paraná, na tarde de sexta-feira (16). As três vítimas moravam em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, e ocupavam o banco traseiro de um automóvel atingido por uma carreta Scania.
Os pais das crianças viajavam nos bancos dianteiros do carro e sobreviveram à colisão. O Colégio Adventista de Itajaí, onde os dois irmãos cursavam o 3º e o 9º ano do ensino fundamental, divulgou nota de pesar na noite de sexta-feira. “Não existem palavras capazes de expressar a dor de uma perda tão imensa. Hoje, nossa comunidade escolar está de luto. Perdemos dois alunos queridos, cujas vidas deixarão marcas para sempre em nossa história e em nossos corações”, declarou a instituição.
Carreta Scania atinge traseira do carro na BR-163 e deixa dois feridos
O acidente aconteceu por volta das 13h30 de 16 de outubro de 2026, nas proximidades da Vila Lopes, quando a carreta Scania colidiu contra a parte traseira do veículo de passeio ocupado pelas cinco pessoas da mesma família. Com a força da batida, o automóvel saiu da pista e parou em uma ribanceira às margens da rodovia federal, o que levou o trânsito no trecho da BR-163 a operar parcialmente interditado, em meia pista, durante todo o trabalho de resgate e remoção.
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Dilva e os dois meninos não resistiram aos ferimentos e tiveram as mortes confirmadas ainda no local pelo médico Javier Cordeiro e pelas equipes de socorro. Os corpos foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML). Entre os sobreviventes dos bancos dianteiros, a passageira Edimara Albert, de 45 anos, estava consciente e apresentava escoriações, sendo levada pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Municipal de Dionísio Cerqueira, enquanto o motorista do carro recebeu atendimento médico das equipes de emergência.
Órgãos de segurança e resgate mobilizados na BR-163
O chamado oficial de socorro foi registrado no relatório dos bombeiros às 13h46, mobilizando unidades do Paraná e de Santa Catarina:
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- 12º Batalhão de Bombeiro Militar (Corpo de Bombeiros de Dionísio Cerqueira);
- Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu);
- Defesa Civil de Santo Antônio do Sudoeste;
- Polícia Rodoviária Federal (PRF);
- Polícia Científica e Serviço Médico-Legal (SML) de Francisco Beltrão.
Vínculos de Dilva Mangini Armani na Tri-Fronteira e velório em Dionísio Cerqueira
Embora morassem em Itajaí, as vítimas mantinham fortes vínculos e parentes em Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste catarinense, onde Dilva Mangini Armani atuou como professora ao longo de décadas e a família era tradicional e conhecida em toda a região da Tri-Fronteira, que abrange também os municípios paranaenses de Barracão e Bom Jesus do Sul. No momento da colisão na rodovia federal, o grupo viajava com destino à cidade de Ampére, no Sudoeste do Paraná, para visitar familiares.
Até a última atualização das autoridades, não haviam sido divulgados os nomes completos do motorista do carro da família e do condutor da carreta Scania, nem a confirmação oficial da Polícia Rodoviária Federal sobre a participação de um suposto terceiro veículo nas causas da batida.
O velório de Dilva Mangini Armani e dos dois netos foi programado para começar às 6h deste sábado (17), na capela mortuária e pavilhão ao lado da Igreja da comunidade Primeiro de Maio, em Dionísio Cerqueira.
