Caroline Smith, a Ritinha de Alma Gêmea, troca as novelas pela pesquisa científica na França

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Caroline Smith Foto: Caroline Smith - Foto: reprodução TV Globo

A pesquisadora e ex-atriz mirim Caroline Smith Lewin, conhecida pelo público como a personagem Ritinha da novela Alma Gêmea, exibida originalmente entre 2005 e 2006, consolidou sua trajetória na ciência internacional após abandonar a teledramaturgia. Com formação em Engenharia Química e doutorado em Engenharia Mecânica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), ela integra a equipe do Laboratório de Reações e Engenharia de Processos (LRGP), vinculado à Université de Lorraine e ao Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na cidade de Nancy, na França, onde publicou um novo estudo sobre química de combustão em 5 de outubro de 2026.

Durante a infância, a artista ganhou projeção nacional ao interpretar a filha de Kátia, personagem de Rita Guedes na trama escrita por Walcyr Carrasco. Na história, a menina enfrentava o distanciamento emocional da mãe, que ocultava a maternidade solo, e crescia sob os cuidados do avô Elias, vivido pelo ator Umberto Magnani. O desempenho nas cenas dramáticas rendeu visibilidade à intérprete e firmou seu nome entre os talentos infantis da televisão na década de 2000.

A trajetória artística havia começado em 2003, na novela Chocolate com Pimenta, antes mesmo do destaque como Ritinha. Após o encerramento de Alma Gêmea, ela foi escalada em 2006 para o elenco de O Profeta, produção na qual deu vida a Analu, filha do antagonista Clóvis, interpretado por Dalton Vigh. Encerrado o terceiro trabalho na televisão, a jovem optou por não renovar a rotina de gravações para priorizar os estudos escolares e a preparação universitária.

Escolha pela Engenharia Química na PUC-Rio e inspiração dentro de casa

A mudança de rumo profissional contou com o respaldo direto dos pais, Sandra Lewin e Maurício Lewin. De acordo com relatos de Sandra Lewin, a filha demonstrava desde o período escolar uma inclinação mais forte para as ciências exatas do que para a permanência nos estúdios de gravação. A profissão do pai, que atua como engenheiro, serviu de referência direta para a definição do vestibular.

Aprovada na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a ex-atriz cursou a graduação em Engenharia Química e concluiu o bacharelado em 2016. Na sequência, ingressou na pós-graduação no Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Técnico Científico da mesma instituição (CTC/PUC-Rio), direcionando sua linha de pesquisa para processos térmicos e fenômenos de combustão.

Recusa a convites da televisão e rotina reservada fora das telas

Mesmo afastada das produções audiovisuais desde 2006, a ex-integrante do elenco infantil continuou recebendo chamados para testes de elenco, campanhas publicitárias e entrevistas, sobretudo nos períodos de reprise das obras na televisão aberta. Segundo informou Sandra Lewin, a filha recusou as propostas por não ter interesse em retomar a exposição artística.

Na vida adulta, a engenheira adotou uma postura reservada e distanciada do meio artístico. Suas contas em redes sociais permanecem fechadas, com acesso restrito ao círculo de amigos e familiares, preservando a rotina acadêmica e pessoal longe do acompanhamento do público que assistiu às novelas.

Pesquisas sobre combustão e atuação científica na França

A formação em Engenharia Química e a pós-graduação em Engenharia Mecânica exigiram dedicação integral a disciplinas de cálculo avançado, química orgânica e termodinâmica. Ao longo da passagem pela universidade carioca, a estudante integrou grupos de investigação científica voltados à eficiência energética em processos industriais e ao aproveitamento de energia.

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Em 14 de dezembro de 2020, durante o doutorado na PUC-Rio, Caroline Smith Lewin elaborou o projeto de divulgação científica intitulado As aventuras de Candice, a vela, em parceria com as mestrandas Maria Clara de Jesus Vieira e Nicole Lopes Junqueira, sob orientação do professor Luís Fernando Figueira da Silva. Na etapa seguinte da carreira, já no laboratório francês LRGP, da Université de Lorraine e do CNRS, assinou em outubro de 2026 artigos científicos internacionais sobre oxidação de cicloexeno iniciada por ozônio e redes de reação na química de combustão de baixa temperatura.

Personagens na teledramaturgia e memória do público nas reprises

A passagem pela televisão, embora concentrada em um intervalo de quatro anos, manteve a imagem da ex-atriz associada a tramas de grande audiência do horário vespertino e das seis. Em Alma Gêmea, o conflito familiar vivido por Ritinha ao lado dos personagens de Rita Guedes e Umberto Magnani figurou entre os núcleos dramáticos centrais do folhetim.

Já em O Profeta, a personagem Analu teve participação direta no desenrolar da história do vilão interpretado por Dalton Vigh. A soma das três produções exibidas entre 2003 e 2006 explica a busca recorrente pelo nome da intérprete sempre que os títulos voltam à programação ou aos catálogos de vídeo.

Mudança de profissão após o reconhecimento na infância

A saída voluntária da televisão ilustra o percurso de atores mirins que optam por carreiras técnicas ao atingir a maioridade. Em vez de converter a visibilidade precoce em novos contratos artísticos, a pesquisadora utilizou o período posterior a 2006 para cumprir todas as etapas da formação superior e acadêmica.

O direcionamento para a pesquisa científica mostra uma escolha pautada pela afinidade vocacional com os laboratórios, sem vínculo com as expectativas geradas pelo êxito inicial na dramaturgia.

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Indicadores sobre ensino superior e mudança de área profissional

O percurso acadêmico seguido pela ex-atriz insere-se em um movimento registrado pelas estatísticas educacionais e de trabalho no país. Levantamentos oficiais apontam o comportamento das matrículas na área tecnológica e o impacto da escolaridade na renda:

  • Expansão nas engenharias: dados do Censo da Educação Superior registraram crescimento de 20% no volume de matrículas em cursos de engenharia no intervalo entre 2010 e 2020.
  • Mudança de área: pesquisas de mercado indicam que aproximadamente 30% dos profissionais alteram o rumo da carreira ao menos uma vez ao longo da vida produtiva em busca de alinhamento vocacional.
  • Rendimento por escolaridade: estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que trabalhadores com diploma de ensino superior recebem, em média, remuneração 2,5 vezes maior do que aqueles que possuem apenas o ensino médio.

Suporte dos pais na transição dos estúdios para a universidade

A condução da transição entre o trabalho infantil na televisão e o ingresso na universidade teve participação constante de Maurício Lewin e Sandra Lewin. O casal acompanhou tanto a fase dos compromissos nas emissoras quanto o momento em que a jovem decidiu encerrar os testes artísticos para estudar.

A presença de um engenheiro na rotina doméstica facilitou o contato inicial com a área tecnológica, oferecendo base prática para que a escolha pela Engenharia Química na PUC-Rio ocorresse de maneira planejada.

Cronologia e dados da carreira de Caroline Smith

A trajetória da pesquisadora reúne marcos específicos que conectam a fase nos estúdios de gravação ao trabalho nos centros de investigação científica:

  • Estreia na teledramaturgia: iniciou a atuação na TV em 2003, na novela Chocolate com Pimenta, seguida por Alma Gêmea (2005-2006) e O Profeta (2006).
  • Afastamento definitivo da mídia: após 2006, declinou convites para comerciais, entrevistas e novos testes de elenco para focar nos estudos.
  • Foco de investigação científica: dedica-se a pesquisas sobre redução de consumo energético na indústria, processos de combustão e oxidação química em baixa temperatura.

Consolidação na pesquisa em engenharia e energia

Com a titulação obtida na PUC-Rio e a atuação em projetos vinculados ao CNRS e à Université de Lorraine, na França, Caroline Smith Lewin mantém sua produção profissional voltada à ciência aplicada. Os estudos desenvolvidos sobre combustão e eficiência energética atendem a demandas industriais de controle de emissões e aproveitamento sustentável de recursos térmicos.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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