A adaptação em live-action (com atores reais) de Street Fighter arrecadou US$ 51,1 milhões na bilheteria mundial em seu fim de semana de estreia, de sexta-feira (16) a domingo, 18 de outubro de 2026. Mesmo na liderança do ranking global e norte-americano, o resultado ficou quase 30% abaixo das projeções de mercado antes do lançamento, que apontavam para uma abertura mundial na faixa de US$ 70 milhões a US$ 75 milhões.
Nos Estados Unidos e no Canadá, o longa-metragem entrou em cartaz na sexta-feira (16) em 3.575 salas de cinema, com média de US$ 8.671 por sala. O valor doméstico inclui US$ 4 milhões obtidos nas sessões de pré-estreia na quinta-feira (15). As estimativas para o mercado norte-americano variam entre US$ 30 milhões e US$ 31 milhões no acumulado dos três primeiros dias.
Desempenho internacional de Street Fighter e números no Brasil
Fora da América do Norte, Street Fighter somou US$ 20,1 milhões distribuídos em 65 territórios internacionais. As sessões em salas de formato gigante IMAX responderam por US$ 5,4 milhões da bilheteria doméstica, o equivalente a 18% do total norte-americano, além de US$ 2,3 milhões registrados em 471 salas internacionais. No Brasil, o filme estreou em 726 salas de cinema e arrecadou US$ 1,2 milhão no primeiro fim de semana, figurando entre os principais mercados externos da produção ao lado de países da Europa, da América Latina e da Ásia.
No exterior, sete mercados concentraram as maiores receitas do longa-metragem entre sexta-feira (16) e domingo (18). No Reino Unido, a arrecadação atingiu US$ 3,3 milhões, seguida pelo México com US$ 1,8 milhão e pela Austrália com US$ 1,6 milhão. Na sequência, depois do resultado brasileiro, apareceram a França com US$ 1,1 milhão, o Japão com US$ 875 mil e a Alemanha com US$ 850 mil.
Orçamento de US$ 82 milhões e recepção de Street Fighter
O filme teve um orçamento líquido de produção estimado em US$ 82 milhões, valor que não inclui os gastos com campanhas de marketing. O projeto foi cofinanciado e coproduzido pela empresa de mídia Legendary Pictures e pela desenvolvedora de jogos japonesa Capcom, enquanto o estúdio Paramount Pictures atua apenas como distribuidor comercial. Essa divisão contratual reduz o impacto financeiro direto para a distribuidora caso a receita final não cubra os custos. O ponto de equilíbrio exato para que o longa dê lucro nas bilheterias ainda não foi confirmado pelos executivos dos estúdios.
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Na recepção do público norte-americano medida pelo índice CinemaScore, que avalia a reação dos espectadores na saída das salas, Street Fighter recebeu a nota B-. O índice é o mesmo registrado pelo primeiro filme da franquia, lançado em 1994 e estrelado pelo ator Jean-Claude Van Damme. No agregador de críticas Rotten Tomatoes, a aprovação da imprensa especializada ficou entre 40% e 42%, mas o índice de aprovação do público na mesma plataforma alcançou entre 79% e 80%. Já no site Metacritic, que calcula uma média ponderada das avaliações da crítica, a produção obteve nota 44 de 100.
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Comparação de Street Fighter com outros filmes e elenco
Dirigido por Kitao Sakurai, que também assina o roteiro ao lado de T. J. Fixman, o novo Street Fighter reúne nomes conhecidos do cinema, da música e da luta livre profissional nos papéis dos personagens do jogo eletrônico. O elenco principal conta com Andrew Koji como Ryu, Noah Centineo no papel de Ken Masters, Callina Liang como Chun-Li e David Dastmalchian como o vilão M. Bison. A produção tem ainda o ator Jason Momoa, que interpreta o personagem Blanka e atua como coprodutor do longa, além dos lutadores Joe ‘Roman Reigns’ Anoa’i como Akuma e Cody Rhodes como Guile, e do rapper Curtis ’50 Cent’ Jackson no papel de Balrog.
No comparativo com outras adaptações de jogos de luta lançadas em 2026, a estreia norte-americana de Street Fighter ficou abaixo de Mortal Kombat II, que abriu com US$ 38,5 milhões na América do Norte em maio de 2026 e encerrou sua passagem pelos cinemas domésticos com US$ 79,77 milhões. Por outro lado, o resultado superou os dois filmes live-action anteriores da própria franquia: a versão de 1994 com Jean-Claude Van Damme e o longa Street Fighter: The Legend of Chun-Li, de 2009, que teve abertura doméstica de US$ 4,7 milhões.
No ranking norte-americano do fim de semana de 16 a 18 de outubro de 2026, a segunda colocação ficou com o documentário da produtora A24 sobre a ex-empresária Elizabeth Holmes, intitulado You Can See Everything. Dirigida pelos cineastas Nathan Fielder e Lance Oppenheim, a produção somou US$ 15 milhões em 855 salas. Em seu segundo fim de semana em cartaz, Street Fighter terá a concorrência direta nas bilheterias de Clayface, filme da Warner Bros. e da DC.
