Bilionários da tecnologia superam o PIB anual da Itália em 11,4%

Jensen Huang - Instagram

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Os nove maiores bilionários da tecnologia do mundo acumularam um patrimônio conjunto estimado em US$ 2,843 trilhões no fechamento do mercado em Nova York na sexta-feira (16). O valor calculado pelo Bloomberg Billionaires Index, índice diário das maiores fortunas globais, supera em aproximadamente 11,4%, ou cerca de US$ 291 bilhões, todo o Produto Interno Bruto (PIB) nominal registrado pela Itália ao longo de 2025.

Esses nove executivos e fundadores ocupam exatamente as nove primeiras posições do ranking geral de riqueza da Bloomberg atualizado em 16 de outubro de 2026. O único integrante da lista dos dez mais ricos do planeta fora do setor tecnológico é o investidor Warren Buffett, ligado à holding Berkshire Hathaway, que aparece na décima colocação com patrimônio estimado em US$ 151 bilhões, classificado na categoria de negócios diversificados.

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Elon Musk e fundadores do Google puxam a concentração no topo

Foto: Elon Musk – Foto: X.com

A liderança isolada do grupo pertence a Elon Musk, diretor-executivo (CEO) da Tesla e fundador da empresa aeroespacial SpaceX, que concentra sozinho cerca de 31,8% da soma dos nove empresários do setor. O patrimônio de Musk depende diretamente do desempenho de suas companhias abertas, especialmente após a SpaceX ter concluído sua oferta pública inicial de ações (IPO, a estreia na bolsa de valores) na bolsa norte-americana Nasdaq sob o código SPCX em 12 de junho de 2026, operação em que foi avaliada em US$ 1,77 trilhão e levantou cerca de US$ 75 bilhões.

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Logo atrás do segundo colocado, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, aparecem os cofundadores do Google, atual grupo Alphabet, que juntos somam US$ 563 bilhões em patrimônio. Larry Page e Sergey Brin criaram o buscador na internet em 1998 e mantiveram participações acionárias relevantes na companhia, garantindo a terceira e a quarta colocações globais na medição de outubro de 2026.

O levantamento detalha a posição, a empresa de origem e a fortuna individual estimada para cada um dos dez primeiros nomes do Bloomberg Billionaires Index na data de referência:

  • 1º lugar: Elon Musk (CEO da Tesla e fundador da SpaceX) — US$ 904 bilhões
  • 2º lugar: Jeff Bezos (fundador da Amazon) — US$ 361 bilhões
  • 3º lugar: Larry Page (cofundador do Google/Alphabet) — US$ 292 bilhões
  • 4º lugar: Sergey Brin (cofundador do Google/Alphabet) — US$ 271 bilhões
  • 5º lugar: Mark Zuckerberg (fundador da Meta) — US$ 251 bilhões
  • 6º lugar: Michael Dell (fundador da Dell) — US$ 224 bilhões
  • 7º lugar: Steve Ballmer (ex-CEO da Microsoft) — US$ 185 bilhões
  • 8º lugar: Larry Ellison (fundador da Oracle) — US$ 178 bilhões
  • 9º lugar: Jensen Huang (fundador e executivo da Nvidia) — US$ 177 bilhões
  • 10º lugar: Warren Buffett (investidor da Berkshire Hathaway, fora da soma de tecnologia) — US$ 151 bilhões

De Steve Ballmer na Microsoft ao avanço dos chips de inteligência artificial

O conjunto dos nove empresários reúne diferentes etapas da indústria digital, conectando desde o mercado de computadores pessoais e sistemas operacionais até a infraestrutura de software corporativo e de inteligência artificial. Enquanto Jensen Huang, da Nvidia, reflete a expansão recente dos chips de computação acelerada, os fundadores Michael Dell e Larry Ellison vinculam suas participações acionárias ao fornecimento de equipamentos e programas empresariais.

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Dentro desse recorte tecnológico, o sétimo colocado, Steve Ballmer, apresenta uma trajetória distinta dos demais integrantes da lista. Ele é o único entre os nove bilionários do setor que não fundou a companhia responsável pela origem de sua fortuna, tendo ingressado na Microsoft no ano de 1980 e ocupado o cargo de diretor-executivo da empresa entre 2000 e 2014.

Diferença entre o patrimônio em ações e o PIB da Itália

Apesar de servir para dimensionar o tamanho do capital acumulado no setor de tecnologia, o paralelo entre os US$ 2,843 trilhões dos empresários e a economia italiana reúne duas grandezas econômicas de naturezas diferentes. A fortuna calculada pelo índice da Bloomberg mede um estoque de ativos — composto sobretudo por ações e participações societárias, descontadas as obrigações financeiras — avaliado em uma data específica após o fechamento do pregão em Nova York. Já o PIB contabiliza o fluxo de produção de todos os bens e serviços finais gerados por um país durante um período contínuo de 12 meses, o que significa que a comparação não indica que os executivos possuam mais riqueza total do que a nação europeia.

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Por dependerem da cotação diária dos papéis negociados em bolsa, as estimativas individuais de riqueza não equivalem a dinheiro disponível em caixa para gasto imediato. Uma alta nas ações amplia o patrimônio calculado sem que o empresário tenha vendido suas participações ou recebido valores em espécie, da mesma forma que uma desvalorização nos mercados reduz o montante registrado nos dias úteis seguintes.

Indicadores econômicos da Itália entre 2025 e 2026

Do outro lado da comparação, a Itália figurou em 2025 como a nona maior economia do planeta em PIB nominal nos registros do Banco Mundial. Os dados consolidados da economia italiana e as projeções oficiais mostram a estrutura produtiva do país europeu usado como base no levantamento:

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  • PIB nominal da Itália em 2025 (Banco Mundial): cerca de US$ 2,55 trilhões (US$ 2,552 trilhões)
  • Crescimento econômico anual em 2025: 0,5%
  • Inflação registrada em 2025: 1,5%
  • Taxa de desemprego em 2025: 6,4%
  • PIB per capita (por habitante) em 2025: US$ 43.308,64
  • População total em 2025: 58,91 milhões de habitantes
  • Projeção do PIB nominal para 2026 (Fundo Monetário Internacional): US$ 2,701 trilhões, com alta estimada de 0,8%
Bruna: Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.