O carnaval fora de época Folianópolis movimentou R$ 160,9 milhões na economia de Florianópolis durante a edição de 2025, segundo o estudo “Perfil da Demanda Turística e Impacto Econômico – Folianópolis 2025”, desenvolvido pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). O levantamento detalha a circulação financeira gerada na baixa temporada, enquanto a capital catarinense se prepara para receber a 19ª edição da festa entre 30 de outubro e 1º de novembro de 2026.
A pesquisa foi conduzida pelo Campus Florianópolis-Continente do IFSC, em atuação conjunta com a Central de Inteligência Turística de Florianópolis (CIT Floripa) e o Grupo All, empresa organizadora do evento. Os pesquisadores entrevistaram 939 pessoas durante a entrega de abadás no ano de 2025 para medir os efeitos diretos, indiretos e induzidos da chegada de visitantes ao município.
“O impacto de R$ 160,9 milhões mostra que o efeito do Folianópolis vai muito além do gasto realizado diretamente pelo turista. Esse consumo ativa fornecedores, gera renda e continua circulando na economia da cidade. Ao mesmo tempo, quando mais de três quartos dos turistas afirmam que o evento foi o principal motivo da viagem, fica evidente a importância do turismo de eventos para gerar fluxo, ampliar a permanência no destino e distribuir consumo por diferentes atividades econômicas”, afirmou Tiago Savi Mondo, professor doutor e coordenador da CIT Floripa/IFSC.
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Divisão dos R$ 160,9 milhões do Folianópolis na economia local
Do montante total de R$ 160,9 milhões calculado pelo levantamento do IFSC, R$ 90,8 milhões correspondem ao impacto econômico induzido (quando a renda gerada pelos trabalhadores e empresas do setor volta a circular no comércio da cidade) e R$ 28,4 milhões referem-se ao impacto indireto na cadeia de fornecedores. Os gastos diretos feitos pelos foliões somaram R$ 41,7 milhões, distribuídos em quatro áreas principais de consumo:
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- Entretenimento e comércio: R$ 14 milhões
- Alimentos e bebidas: R$ 12,8 milhões
- Hospedagem: R$ 10,5 milhões
- Transporte urbano: R$ 4,2 milhões
O estudo identificou que o gasto médio individual estimado por turista atingiu R$ 5.263,90 ao longo da viagem em 2025. Dentro desse orçamento pessoal, a despesa média destinada especificamente ao pagamento de hospedagem ficou em R$ 1.389,14 por visitante.
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Perfil dos 8,8 mil turistas e tempo de permanência em Florianópolis
A edição de 2025 acumulou cerca de 44 mil presenças durante os três dias de festa, sendo 65% desse público composto por visitantes de fora da cidade, o que equivale a aproximadamente 8,8 mil turistas. O levantamento aponta que cerca de 2,2 mil desses viajantes estiveram em Florianópolis pela primeira vez por causa da micareta. Para 76,65% dos turistas ouvidos, o Folianópolis foi o motivo principal da viagem, enquanto 17,54% declararam que a programação influenciou parcialmente a decisão de embarcar.
A distribuição geográfica mostra que 82% dos turistas vieram de outros estados brasileiros, com liderança do Paraná e de São Paulo, destacando-se os fluxos originados nas cidades de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Os moradores de outras cidades de Santa Catarina representaram 16,5% dos visitantes, e os estrangeiros somaram 1,5%. Para chegar à capital catarinense, 56,6% utilizaram o avião e 33,8% viajaram de automóvel.
A permanência dos foliões superou os três dias de desfiles dos trios elétricos, ampliando o consumo em restaurantes e no comércio. Mais da metade dos turistas (50,25%) ficou de quatro a cinco dias no município, 24,42% permaneceram entre cinco e sete dias, e 9,01% estenderam a estadia por mais de uma semana. Na escolha da acomodação, a plataforma de aluguel por temporada Airbnb liderou a preferência com 51,15%, seguida pela rede hoteleira, com 28,13%, concentrando-se na região central, mas alcançando também o Norte e o Sul da Ilha, a Lagoa da Conceição, o Continente e cidades vizinhas. Ao final da experiência, 96,9% aprovaram a imagem de Florianópolis, divididos entre 61,5% que avaliaram o destino como muito positivo e 35,4% como positivo.
Crescimento de 30% nos gastos diretos do Folianópolis entre 2024 e 2025
A comparação entre os dados de 2024, levantados pela MAS Consultoria, e os números de 2025, apurados pelo IFSC, demonstra que a injeção financeira direta na cidade cresceu mesmo com uma retração no volume total de público. Enquanto o número de presenças nos três dias passou de cerca de 48 mil em 2024 para 44 mil em 2025, os gastos diretos dos visitantes subiram aproximadamente 30%, avançando de R$ 32 milhões para R$ 41,7 milhões de um ano para o outro.
O tíquete médio desembolsado por turista acompanhou esse movimento de alta e registrou expansão de cerca de 24%, subindo de R$ 4.231 em 2024 para R$ 5.263,90 na edição seguinte. Como os estudos foram conduzidos por instituições diferentes e nem todos os quesitos se repetiram nos dois questionários, o cruzamento histórico restringe-se aos indicadores coletados em ambas as edições.
Programação do Folianópolis 2026 na Passarela Nego Quirido
A 19ª edição do Folianópolis ocorre na Passarela Nego Quirido, no centro de Florianópolis, com tema inspirado no Halloween, classificação indicativa de 18 anos e venda oficial de ingressos operada pela plataforma Blueticket. O evento deste ano marca o retorno de Léo Santana, que não esteve na edição de 2025, e a volta de Claudia Leitte após três anos de ausência na festa. As apresentações dos trios elétricos e os shows exclusivos do after do camarote já estão divididos por data:
- 30 de outubro de 2026: Léo Santana, Banda Eva e Psirico nos trios elétricos; Bruno Diegues no camarote
- 31 de outubro de 2026: Timbalada, Claudia Leitte e Tomate nos trios elétricos; Liu no camarote
- 1º de novembro de 2026: Bell Marques, Xanddy Harmonia e É o Tchan nos trios elétricos; Syon Trio e Tília no camarote
A organização do evento informou que as atrações musicais locais do Folianópolis 2026 ainda serão anunciadas e que a ordem exata de entrada dos trios elétricos em cada noite ainda não foi detalhada.
