Operação Sentinela apura roubo de R$ 488 mil em remédios no Rio

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Fármacia, rémedios - PeopleImages/Shutterstock.com Foto: Fármacia, rémedios - PeopleImages/Shutterstock.com

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram a Operação Sentinela contra uma quadrilha suspeita de usar carros de aplicativo para roubar medicamentos na Rodovia Presidente Dutra. Ao menos três veículos empregados no crime continuavam circulando pela capital fluminense e fazendo corridas com passageiros.

De acordo com o delegado André Prates, da Polícia Civil, os motoristas cooptados usavam a rotina de trabalho nas plataformas para não levantar suspeitas durante a ação criminosa. “Os motoristas de aplicativo ficam em pontos estratégicos da rodovia monitorando o deslocamento das viaturas, comunicando em tempo real aos roubadores a presença da polícia”, afirmou.

Como os carros de aplicativo atuaram no roubo na Rodovia Presidente Dutra?

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Foto: remédio – Towfiqu ahamed barbhuiya/Shutterstock.com

Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), os condutores cadastrados em plataformas de transporte usavam a espera por passageiros como justificativa para permanecer parados na rodovia. “Há uma certa dificuldade de conseguir colocar esses indivíduos na cena do crime, porque o ‘álibi’ deles é bem construído. Eles alegam que estão naquele ponto aguardando uma corrida, por exemplo. E o veículo é regular, sem restrição”, declarou o delegado André Prates. Ao longo da apuração sobre o assalto na altura da Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, os investigadores cruzaram imagens de câmeras de segurança, sistemas de leitura de placas, dados de rastreamento e informações de empresas privadas para reconstruir o trajeto do grupo.

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Na abordagem ao veículo de carga, os suspeitos armados interceptaram o caminhão poucos minutos após a saída da transportadora e dividiram as tarefas entre monitoramento, abordagem e escolta do material roubado. A investigação apontou que a quadrilha contava com um integrante especializado em neutralizar sistemas eletrônicos, responsável por desativar o bloqueio remoto do caminhão durante a ação na rodovia. Para dificultar o rastreamento policial, o grupo trocou as placas originais por outras de um modelo com características semelhantes, abandonando o veículo posteriormente nas proximidades do Complexo da Maré, já sem os remédios.

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Os levantamentos da DRFC detalharam a estrutura empregada no crime e o alcance das ordens judiciais da Operação Sentinela:

  • Valor exato da carga de medicamentos: R$ 488.042,49
  • Volume transportado no caminhão: 16 paletes de remédios
  • Envolvidos na abordagem na Via Dutra: cerca de 10 suspeitos armados em 5 carros e 2 motocicletas
  • Veículos cadastrados em plataformas de aplicativo: 3 dos 5 automóveis com ordem de apreensão
  • Mandados expedidos pela Justiça: 3 de prisão temporária e 15 de busca e apreensão
  • Balanço das diligências: 2 presos por mandado, 1 preso em flagrante, 1 foragido e 3 veículos recuperados

Conexão com o Terceiro Comando Puro e a Operação Metástase

A investigação da Polícia Civil identificou vínculos da quadrilha com integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) que atuam no Complexo da Maré. Os agentes também apuram indícios de ligação de um dos investigados com o grupo criminoso que foi alvo da Operação Metástase.

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Naquela ofensiva anterior contra o roubo e a venda clandestina de medicamentos oncológicos e imunossupressores com suporte do TCP na Maré, a corporação identificou movimentações financeiras superiores a R$ 33 milhões em um ano, em uma ação que teve cinco prisões cautelares e 96 mandados de busca e apreensão. A cronologia das investigações sobre o desvio de cargas farmacêuticas no estado reúne três etapas principais:

  • 21 de julho de 2026: Polícia Civil deflagra a Operação Metástase contra o roubo de medicamentos oncológicos
  • 30 de setembro de 2026: caminhão com medicamentos é roubado na Rodovia Presidente Dutra, na altura da Pavuna
  • Sábado (17): agentes da DRFC e da PRF saem às ruas do Rio de Janeiro para cumprir os mandados da Operação Sentinela após 15 dias de investigação

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As autoridades não divulgaram os nomes dos três suspeitos detidos, do investigado considerado foragido nem das plataformas de transporte por aplicativo nas quais os carros estavam cadastrados. A Operação Sentinela segue em andamento pela DRFC para localizar o alvo pendente e identificar outros participantes dos roubos de carga no estado.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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