Chuva de meteoros Oriônidas tem pico visível em todo o Brasil

Chuva de meteoros Oriônidas - m-gucci/ istockphoto.com

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A chuva de meteoros Oriônidas, também chamada de Orionídeas, atinge o pico de atividade entre a noite desta quarta-feira (21) e a madrugada de quinta-feira (22). O fenômeno astronômico poderá ser visto a olho nu em todo o território brasileiro e nos dois hemisférios do planeta, com uma taxa estimada pela NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, de 10 a 20 meteoros por hora sob condições ideais de céu escuro.

Formado por rastros deixados pelo cometa 1P/Halley, o evento não exige o uso de equipamentos ópticos, como binóculos ou telescópios, para ser acompanhado. A Sociedade Americana de Meteoros (American Meteor Society, organização científica que monitora esses eventos) aponta que o melhor momento para a visualização ocorrerá nas horas escuras da madrugada, logo após a Lua se pôr e antes do amanhecer.

Como observar a chuva de meteoros Oriônidas no Brasil e escapar do brilho da Lua

Foto: Chuva de meteoros Oriônidas – Foto: Nazarii Neshcherenskyi/istock

A observação da chuva de meteoros Oriônidas em 2026 enfrentará a interferência direta da Lua, que estará na fase gibosa crescente com cerca de 74% de sua superfície iluminada durante a noite do pico. Esse brilho lunar intenso ofuscará parte dos riscos luminosos mais fracos no início da noite, o que torna o período após a meia-noite e, principalmente, o intervalo entre o pôr da Lua e o nascer do Sol na quinta-feira (22) a janela mais favorável para enxergar o fenômeno com nitidez.

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Para os observadores localizados no Brasil e em outras regiões do Hemisfério Sul, a NASA recomenda procurar áreas afastadas da poluição luminosa das grandes cidades, onde o céu noturno permanece mais escuro. A orientação técnica da agência espacial norte-americana é deitar-se de costas com os pés voltados para a direção nordeste, mantendo o olhar fixo em uma área ampla do firmamento, e aguardar aproximadamente 30 minutos no escuro para que a visão humana se adapte por completo à falta de luz.

O ponto do céu de onde as estrelas cadentes parecem sair, chamado na astronomia de radiante, fica posicionado na constelação de Órion, logo ao norte da brilhante estrela Betelgeuse. Apesar dessa referência geográfica celeste, os meteoros não ficam restritos àquela direção específica e podem riscar qualquer parte da abóbada celeste ao longo da madrugada.

Velocidade, origem e números da chuva de meteoros Oriônidas

Os fragmentos que compõem as Oriônidas se destacam entre os eventos astronômicos anuais pela alta velocidade e pelo brilho intenso ao colidirem com as camadas superiores do ar. Quando cruzam o caminho do nosso planeta, esses detritos espaciais viajam em ritmo acelerado e frequentemente geram bolas de fogo conhecidas no meio científico como bólidos, além de deixarem trilhas luminosas e incandescentes que permanecem visíveis no céu por vários segundos ou até minutos após a passagem do fragmento.

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  • Velocidade de entrada na atmosfera: cerca de 66 quilômetros por segundo (o equivalente a 41 milhas por segundo).
  • Tamanho real dos fragmentos espaciais: varia entre as dimensões de um grão de areia e as de uma ervilha.
  • Composição física dos detritos: partículas de poeira, gelo e pequenos pedaços rochosos que se desintegram totalmente por atrito antes de tocar o solo.
  • Equipamento necessário para visualização: nenhum, com acompanhamento direto a olho nu nos hemisférios Norte e Sul.

Passagens do cometa Halley e o recorde das Oriônidas entre 2006 e 2009

Toda a matéria espacial que queima na atmosfera terrestre durante o mês de outubro foi ejetada pelo cometa 1P/Halley ao longo de suas diversas passagens pelo interior do Sistema Solar. O corpo celeste leva cerca de 76 anos para completar uma volta inteira ao redor do Sol, e a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada por ele duas vezes por ano: a primeira ocorre em maio, gerando a chuva de meteoros Eta Aquáridas (ou Eta Aquarídeas), e a segunda acontece em outubro, dando origem às Oriônidas.

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Embora a média prevista para o pico deste ano fique entre 10 e 20 registros por hora, a densidade da nuvem de poeira espacial atravessada pelo planeta varia conforme o ano. Em períodos excepcionais registrados entre 2006 e 2009, por exemplo, a chuva de meteoros Oriônidas atingiu taxas muito superiores ao padrão habitual, chegando a produzir de 50 a 75 meteoros visíveis por hora no céu noturno.

Datas do cometa Halley e o calendário da chuva de meteoros Oriônidas em 2026

O ciclo de atividade das estrelas cadentes de outubro se estende por mais de um mês no calendário astronômico, dentro de uma história ligada às aparições de seu cometa gerador ao longo das décadas:

  • 1986 — Ano em que o cometa 1P/Halley realizou sua última passagem próxima à Terra.
  • 2 de outubro de 2026 — Início do período anual de atividade da chuva de meteoros Oriônidas neste ano.
  • 21 de outubro de 2026 — Noite de abertura do pico de atividade do fenômeno a partir da meia-noite.
  • 22 de outubro de 2026 — Madrugada com a melhor janela de observação do auge da chuva, entre o pôr da Lua e o amanhecer.
  • 7 de novembro de 2026 — Encerramento anual da passagem da Terra pela trilha de detritos das Oriônidas em 2026.
  • 2061 — Ano previsto para o retorno do cometa 1P/Halley ao Sistema Solar interno, quando voltará a ser visível.

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Mesmo após a madrugada de maior concentração na quinta-feira (22), os observadores ainda poderão avistar meteoros isolados das Oriônidas cruzando o céu noturno até o fim do período de atividade do fenômeno, em 7 de novembro de 2026.

Bruna: Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.