A fabricante norte-americana Intel confirmou oficialmente o lançamento do processador Razor Lake-AX para o ano de 2028, com foco no mercado de robótica e robôs humanoides. O novo sistema em um chip (SoC, circuito que integra vários componentes em uma única peça) tem como meta entregar cerca de 700 TOPS (trilhões de operações por segundo) de desempenho em inteligência artificial.
O cronograma foi apresentado pelo executivo da Intel, Cho Min-sung, na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, durante a conferência Semiconductors Powering Humanoids, realizada no centro de convenções COEX, no bairro de Samseong-dong, em Seul, na Coreia do Sul. Antes da estreia da arquitetura prevista para 2028, a empresa colocará no mercado outra linha de semicondutores voltada ao setor. “Planejamos introduzir a próxima geração Nova Lake no início do próximo ano, seguida pelo Razor Lake AX em 2028, visando um desempenho de cerca de 700 TOPS”, afirmou Cho Min-sung, em tradução livre.
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Salto de 3,88 vezes do Razor Lake-AX sobre a linha Panther Lake
A meta computacional projetada para o lançamento de 2028 multiplica a capacidade de processamento dedicada à automação dentro do catálogo da empresa. Atualmente, a plataforma integrada de desenvolvimento de hardware e software da fabricante para o setor chama-se Robinson Bay, que opera com base nos chips Panther Lake (Core Ultra Series 3) e conta com o suporte das ferramentas de programação OpenVINO, Physical AI Studio e Robotics AI Suite.
Abaixo estão os índices de desempenho de inteligência artificial comparados entre as gerações da marca e o hardware concorrente do segmento:
- Intel Razor Lake-AX (previsto para 2028): meta de aproximadamente 700 TOPS de poder computacional.
- Intel Panther Lake / Core Ultra Series 3 (plataforma atual): entrega até 180 TOPS combinados entre processador central (CPU), unidade gráfica (GPU) e unidade de processamento neural (NPU).
- Proporção de avanço: aumento de 3,88 vezes no poder computacional teórico entre a geração Panther Lake e o Razor Lake-AX.
- Nvidia Jetson AGX Orin (chip concorrente voltado para robótica): desempenho aproximado de 275 TOPS.
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Produção de robôs humanoides com Razor Lake-AX e processamento local
O direcionamento do Razor Lake-AX para máquinas bípedes e sistemas autônomos busca viabilizar a chamada inteligência artificial no próprio dispositivo (on-device AI). Na prática, essa capacidade permite que o robô processe dados de percepção espacial, faça a análise de imagens de câmeras, tome decisões e execute o controle de movimentos físicos em tempo real diretamente no equipamento, o que reduz a latência de resposta e elimina a dependência de conexão constante com servidores em nuvem.
O calendário de semicondutores da Intel acompanha as projeções de manufatura das indústrias de tecnologia asiáticas. “Clientes domésticos estão planejando iniciar a produção em massa de robôs móveis autônomos (AMRs) no próximo ano, enquanto a maioria tem como meta 2028 para humanoides”, declarou Cho Min-sung durante o evento em Seul, referindo-se às empresas sul-coreanas.
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Rumores de arquitetura e especificações do Razor Lake-AX
Antes de a Intel posicionar o Razor Lake-AX oficialmente em seu roteiro de robótica, o componente havia surgido em vazamentos da cadeia de suprimentos como uma unidade de processamento acelerado (APU) de alto desempenho voltada para notebooks entusiastas e computadores compactos. Nesses registros preliminares, que associavam a peça a um projeto Nova Lake-AX cancelado ou adiado, o objetivo do chip seria competir com a linha AMD Ryzen AI Max (de codinome Strix Halo). Os vazamentos apontam ainda que o modelo pode reintroduzir memória LPDDR5X ou LPDDR6 integrada diretamente ao encapsulamento do processador, formato que a fabricante havia deixado de lado após os chips Core Ultra 200V (Lunar Lake).
As informações preliminares de bastidores indicam uma estrutura física de grandes proporções para o componente. Enquanto o bloco gráfico da geração Panther Lake (GPU Arc B390) conta com 12 núcleos, os vazamentos sobre o Razor Lake-AX apontam uma unidade gráfica integrada equipada com 16 a 32 núcleos e área estimada em 162,84 milímetros quadrados, quase o triplo do tamanho do antecessor. Os mesmos relatos sugerem o reaproveitamento dos núcleos de CPU da família Nova Lake — divididos entre núcleos de performance Coyote Cove e de eficiência Arctic Wolf — montados com tecnologias de empacotamento EMIB e Foveros 3D em um soquete padrão BGA-4326.
Apesar da oficialização do nome comercial e da meta de 700 TOPS, a Intel ainda não confirmou as especificações técnicas exatas do Razor Lake-AX. Permanecem sem divulgação oficial a contagem definitiva de núcleos de CPU e GPU, o tamanho exato do chip, a largura do barramento, o retorno da memória integrada no encapsulamento, o consumo de energia e o nível de precisão numérica (como INT8 ou FP8) utilizado para calcular os 700 TOPS, bem como a divisão dessa carga entre CPU, GPU e NPU. A próxima etapa confirmada do cronograma da empresa ocorre no início de 2027, com a estreia dos processadores Nova Lake e o início da fabricação em série dos robôs móveis autônomos pelos parceiros comerciais.
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