Microsoft Defender atinge nota máxima em proteção no Windows 11

Windows 11

Windows 11 - Foto: rawf8 / Shutterstock.com

O Microsoft Defender Antivirus (Consumer) 4.18, ferramenta gratuita integrada ao Windows 11, atingiu a nota máxima de 6 pontos em proteção e detectou 100% das ameaças nos testes realizados pelo instituto independente AV-TEST em julho e agosto de 2026. Os resultados mostram que a assinatura de pacotes de antivírus pagos tornou-se desnecessária para a segurança básica da maioria dos computadores domésticos.

De acordo com análise assinada pelo jornalista Jack Whitcombe na segunda-feira (19), o sistema nativo da Microsoft já cumpre a função de bloquear malwares comuns sem custo adicional. “A proteção de terceiros ainda tem mérito e há razões pelas quais pode funcionar para você. Mas, para a maioria das pessoas, é quase certamente um desperdício de dinheiro”, afirmou Whitcombe, em tradução livre.

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Notas do Microsoft Defender 4.18 na avaliação do AV-TEST

Durante a bateria de testes de julho e agosto de 2026, o instituto AV-TEST avaliou continuamente 15 pacotes de segurança voltados a usuários domésticos no Windows 11. O software da Microsoft recebeu o selo Top Product, certificação concedida aos programas com melhor índice técnico na rodada.

O bloqueio de códigos maliciosos da ferramenta igualou ou superou o patamar registrado pelos concorrentes do mercado no mesmo período. Abaixo estão os números consolidados pela certificação:

  • Pontuação em Proteção: 6 de 6 pontos possíveis.
  • Pontuação em Usabilidade: 6 de 6 pontos possíveis.
  • Pontuação em Desempenho: 5,5 de 6 pontos possíveis (totalizando 17,5 de 18 pontos).
  • Ataques reais de dia zero (0-day, falhas recém-descobertas sem correção prévia, avaliadas com 297 amostras de ameaças de web e e-mail): 100% de detecção no Defender, contra 99,9% da média da indústria.
  • Malwares disseminados: 100% de detecção no Defender, empatado com a média de 100% do setor.
Windows, notebook – NguyenDucQuang/ istockphoto.com

Evolução do Windows Defender desde os testes de 2015

A Microsoft passou a incluir um antivírus integrado nativamente ao seu sistema operacional no lançamento do Windows 8, em 2012. Nos primeiros anos, o programa apresentava índices inferiores aos de rivais pagos.

Em maio e junho de 2015, nos testes conduzidos pelo AV-TEST com a versão Windows Defender 4.7 no sistema Windows 8.1 de 64 bits, o software havia recebido apenas 0,5 ponto de 6 possíveis no quesito proteção. Naquela época, a taxa de detecção de malwares disseminados ficou em 88,5% no mês de maio e 95,2% em junho.

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Integrado à central de Segurança do Windows em 2026, o Microsoft Defender verifica aplicativos e arquivos de maneira automática e recebe atualizações regulares. Os testes independentes demonstram o avanço técnico da ferramenta em uma década, embora não garantam que todas as ameaças sejam identificadas em qualquer computador.

Impacto do Malwarebytes e do Bitdefender na taxa de quadros de jogos

A instalação de um antivírus de terceiros com monitoramento ativo exige recursos extras de hardware e pode reduzir o rendimento em tarefas pesadas. Em testes de desempenho em computador com o jogo Cyberpunk 2077 na configuração Ultra, uma verificação completa do Malwarebytes Premium derrubou a taxa de quadros por segundo de 87 FPS para 75 FPS. Na verificação rápida do mesmo programa, o índice passou de 87 FPS para 83 FPS.

No pacote Bitdefender Total Security, a verificação completa durante a execução de Cyberpunk 2077 reduziu a média de 100 FPS para 97 FPS. Um segundo teste avaliou o jogo Forza Horizon 5 na configuração High sob verificação completa dos programas: o Malwarebytes Premium recuou de 110 FPS para 99 FPS, o Bitdefender Total Security passou de 125 FPS para 123 FPS e o Avast One variou de 125 FPS para 124 FPS.

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Recursos de pacotes pagos e alternativas gratuitas no Windows 11

Com a defesa básica contra vírus suprida pelo Windows 11, as fabricantes de softwares pagos direcionaram suas assinaturas para ferramentas contra golpes digitais modernos, como páginas falsas de login, faturas fraudulentas e alertas falsos de suporte técnico. O pacote pago Norton 360 Deluxe, por exemplo, agrega rede privada virtual (VPN, que criptografa o tráfego de internet) ilimitada, controle parental para limitar atividades digitais de crianças, gerenciador de senhas, 50 GB de armazenamento para backup na nuvem e cobertura para múltiplos dispositivos, incluindo celulares.

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Já o Malwarebytes disponibiliza no plano pago proteção em tempo real contra ransomware (sequestro de dados mediante exigência de resgate) e ataques que exploram vulnerabilidades de programas. Para usuários que desejam revisar se a assinatura de um antivírus ainda é necessária em 20 de outubro de 2026, as opções gratuitas já presentes ou compatíveis com o sistema atendem às demandas rotineiras:

  • Verificação no computador: o próprio Microsoft Defender permite examinar pastas ou arquivos individualmente sob demanda pelo sistema operacional.
  • Proteção na navegação web: o navegador Microsoft Edge conta gratuitamente com o filtro SmartScreen, ferramenta que analisa sites suspeitos de phishing (roubo de senhas e dados) e emite alertas sobre downloads perigosos.
  • Varredura complementar sem custo: a versão gratuita do Malwarebytes pode ser instalada apenas para verificações manuais em busca de infecções já existentes, sem exigir assinatura.
  • Conflito entre softwares: a instalação de um antivírus pago com proteção em tempo real desativa automaticamente a proteção ativa do Microsoft Defender no Windows para evitar conflitos de sistema e perda adicional de desempenho.
Beatriz: Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.