GP do Catar de Fórmula 1 e MotoGP: CEO de Lusail confirma etapas de novembro mesmo com guerra na região

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Fórmula 1 Foto: Fórmula 1 - Motorsport Photography F1/ shutterstock.com

O diretor-executivo (CEO) do Circuito Internacional de Lusail, Abdulaziz Ali Al-Muhannadi, declarou em comunicado nesta quarta-feira (21) que os preparativos da pista estão na fase final para sediar o GP do Catar de Fórmula 1 e de MotoGP em novembro de 2026. As duas etapas permanecem confirmadas no calendário das categorias com um intervalo de 3 semanas entre elas, apesar da escalada do conflito militar no Oriente Médio.

Segundo o dirigente, as equipes de trabalho concentram os esforços finais nas arquibancadas, nas áreas de hospitalidade e na infraestrutura geral do autódromo catari. “Estamos ansiosos para receber o mundo de volta ao Circuito Internacional de Losail em novembro para dois dos eventos mais esperados do calendário internacional do automobilismo, com apenas três semanas de intervalo”, afirmou Al-Muhannadi no documento oficial.

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Infraestrutura em Lusail e declarações de Abdulaziz Ali Al-Muhannadi

Nomeado para o comando do autódromo em 1º de janeiro de 2025 em substituição a Amro Al Hamad, Abdulaziz Ali Al-Muhannadi reiterou que o cronograma operacional segue inalterado mesmo após alguns países recomendarem que seus cidadãos evitem viagens ao Oriente Médio. “Nossos preparativos estão quase concluídos, com nossas equipes focadas em garantir que todos os aspectos do local estejam prontos para proporcionar uma experiência excepcional aos fãs, como fazemos todos os anos”, declarou o executivo.

O responsável pelo circuito detalhou ainda o planejamento voltado ao público que comparecerá às duas etapas do campeonato mundial. “A experiência do fã permanece no centro de nossos preparativos para cada evento sediado pelo Circuito Internacional de Lusail. Estamos trabalhando constantemente para fornecer uma experiência abrangente para cada visitante, sejam entusiastas do esporte a motor ou famílias que buscam aproveitar momentos especiais juntas, refletindo nosso compromisso com a renomada hospitalidade e excelência organizacional”, disse Al-Muhannadi, em tradução livre.

Posicionamento da FIA e resistência de 75% dos pilotos da MotoGP

A confirmação por parte dos organizadores locais ocorre um dia depois de a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ratificar a manutenção das provas no Oriente Médio. Na terça-feira (20), o presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que os GPs do Catar e de Abu Dhabi acontecerão conforme o planejado e declarou que a federação não levaria pilotos e equipes a locais com riscos não gerenciados.

“Mas isto quer dizer que nada vai acontecer? Não posso prever isso. Hoje só posso dizer que não há nada e que as duas corridas vão acontecer”, declarou Mohammed Ben Sulayem ao abordar a segurança das etapas finais da temporada de 2026 da Fórmula 1.

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No âmbito do mundial de motovelocidade, a manutenção do evento enfrenta resistência interna no paddock, mesmo após a Associação Internacional das Equipes de Corrida de Rua (IRTA), órgão que representa as escuderias da categoria, comunicar aos times a decisão dos promotores de realizar a etapa catari. De acordo com apuração de bastidores, cerca de 75% dos pilotos do grid da MotoGP preferem não viajar ao Catar em razão dos riscos de segurança decorrentes do conflito armado na região.

Tensão a 160 km de Lusail e mudanças no calendário de 2026

O alerta de segurança em torno das corridas no Golfo Pérsico aumentou na terça-feira, 13 de outubro de 2026, quando rebeldes Houthi realizaram um ataque com míssil balístico contra o complexo sede da petrolífera estatal Saudi Aramco em Dhahran, na Arábia Saudita, local situado a cerca de 160 km de distância do Circuito Internacional de Lusail. A ofensiva faz parte do conflito militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em fevereiro de 2026, que também registrou ataques a navios porta-contêineres nas proximidades do Estreito de Ormuz e ações contra alvos em território saudita, incluindo o aeroporto internacional de Riad.

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A guerra no Oriente Médio já provocou alterações diretas na programação do esporte a motor ao longo de 2026. Na Fórmula 1, a direção da categoria cancelou o GP da Arábia Saudita e transferiu o GP do Bahrein para a Malásia no início de outubro, além de colocar o circuito de Ímola, na Itália, de sobreaviso caso as etapas do Catar e de Abu Dhabi precisem ser substituídas. No próprio autódromo de Lusail, o conflito levou ao adiamento da etapa da MotoGP, originalmente marcada para abril, e dos 1812 km do Catar, prova de abertura do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), corrida de carros de longa duração que ocorreria em março de 2026.

Datas programadas para a MotoGP e a Fórmula 1 no Oriente Médio

Enquanto a Fórmula 1 tem o fim de semana da penúltima etapa da temporada confirmado para o fim de novembro, a prova da MotoGP no Catar apresenta divergência de datas entre diferentes registros públicos, embora os promotores e o circuito trabalhem com a realização na primeira quinzena do mês. O cronograma de eventos e registros recentes da crise na região inclui as seguintes datas:

  • 13 de outubro de 2026: ataque com míssil balístico atinge a sede da Saudi Aramco em Dhahran, na Arábia Saudita;
  • 20 de outubro de 2026: presidente da FIA confirma a manutenção das corridas da Fórmula 1 no Catar e em Abu Dhabi;
  • 21 de outubro de 2026: administração de Lusail anuncia a fase final de preparação da pista para novembro;
  • Novembro de 2026: realização do GP do Catar de MotoGP, três semanas antes da etapa da Fórmula 1;
  • 27 a 29 de novembro de 2026: programação oficial do GP do Catar de Fórmula 1 no Circuito Internacional de Lusail;
  • 6 de dezembro de 2026: corrida do GP de Abu Dhabi de Fórmula 1, etapa de encerramento da temporada 2026.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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