Kethiny Alves Caetano é velada em SP; polícia apura a morte

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Kethiny Alves Caetano - Instagram/kethinycaetano Foto: Kethiny Alves Caetano - Instagram/kethinycaetano

Familiares e amigos se reúnem em Itaquera, na zona leste de São Paulo, nesta sexta-feira (23), para a despedida da especialista financeira Kethiny Alves Caetano, conhecida como Ket Caetano. Ela morreu após sofrer complicações em uma cirurgia ortognática, procedimento realizado para corrigir alterações ósseas no maxilar e na mandíbula, na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá.

Enquanto prestam as últimas homenagens, parentes buscam esclarecimentos sobre o agravamento do quadro clínico da paciente, que morava no bairro de São Mateus, também na zona leste paulistana, com o namorado e a enteada. “O que aconteceu de fato? Isso não vai trazer a minha filha de volta, mas preciso saber o que aconteceu com ela”, afirmou a mãe da vítima, Mara Alves Cunha.

Local e horários da despedida de Kethiny Alves Caetano em São Paulo

A morte da especialista financeira gerou manifestações de colegas e amigos nas redes sociais antes das cerimônias na capital paulista. A ex-colega de trabalho Dhe Santos lamentou a perda: “Meu Deus, tô sem acreditar. Uma menina tão doce e gentil. Anos trabalhando juntas. Meus sentimentos à família, só Jesus pra trazer consolo nesse momento”.

Outras pessoas próximas também publicaram mensagens. “Sentirei a sua falta eternamente, Ket”, escreveu a amiga Stefany Alves. Anderson Celestino declarou: “Você partiu cedo demais, mas deixou um pedacinho de luz neste mundo”. Já Franciele Souza afirmou: “Meus sentimentos, que o Senhor receba a Ket de braços abertos, desconheço uma pessoa mais autêntica e justa”. A internauta Micheline Andrade relatou ter passado pela mesma operação nove meses antes e desejou conforto aos parentes.

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  • Início previsto do velório: 13h
  • Horário marcado para o sepultamento: 16h
  • Endereço da cerimônia: rua Iososuke Okaue, em Itaquera, na zona leste de São Paulo
  • Unidade hospitalar da cirurgia: Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá

Da internação em Guaratinguetá ao sepultamento de Kethiny Alves Caetano

De acordo com o boletim de ocorrência, Kethiny Alves Caetano era considerada saudável, não apresentava doenças preexistentes conhecidas e tinha exames pré-operatórios sem impedimentos para a operação. Na noite anterior ao procedimento, porém, ela gravou um vídeo relatando ansiedade: “Estou muito preocupada, não estou conseguindo dormir”.

  • 20 de outubro de 2026 — Kethiny dá entrada no hospital em Guaratinguetá por volta das 13h para a cirurgia ortognática; ao fim da operação, apresenta choque e hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no sangue), sofre hipóxia cerebral (falta de oxigenação no cérebro) e vai em estado grave para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
  • 21 de outubro de 2026 — Chamados na madrugada, familiares encontram a paciente inconsciente, entubada e sob sedação na UTI, em estado crítico, porém estável.
  • 22 de outubro de 2026 — A paciente morre na madrugada após piora irreversível, e a Polícia Civil altera o registro de morte suspeita para homicídio culposo.
  • 23 de outubro de 2026 — Familiares e amigos realizam o velório e o sepultamento na zona leste de São Paulo.

Investigação da Polícia Civil sobre a morte de Kethiny Alves Caetano

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Na Guia de Encaminhamento de Cadáver, foram apontadas como possíveis causas do óbito choque refratário a esclarecer, lesão encefálica anóxica (lesão cerebral por falta de oxigênio) e pós-operatório de cirurgia ortognática. No boletim de ocorrência, a irmã da vítima relatou que a família recebeu informações sobre uma intercorrência com material cirúrgico e que profissionais do hospital classificaram o caso como atípico.

Segundo o relato policial, o hospital informou a realização de uma reunião entre a direção, as equipes de anestesia e enfermagem e o cirurgião responsável para analisar registros e equipamentos, mas os familiares consideraram os esclarecimentos insuficientes. A mudança na tipificação policial para homicídio culposo permite apurar eventual negligência, imprudência ou imperícia. Até o momento, não há conclusão oficial sobre erro médico, e a causa determinante que provocou a hipóxia cerebral e o choque refratário depende dos laudos periciais e do inquérito da Polícia Civil.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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