Azahar se afasta da Anbernic e não dará suporte a seus portáteis
O Azahar, um dos emuladores de Nintendo 3DS mais populares atualmente, afirmou que não vai dar suporte oficial ao RG DDS nem a nenhum outro portátil da Anbernic. A declaração foi publicada na rede social X no fim de outubro de 2026 e aponta o uso de versões do emulador ligadas à pirataria. Segundo a equipe, a decisão saiu de discussão interna.
Na publicação, os desenvolvedores disseram ter sabido que a fabricante vem promovendo seu portátil mais recente com ramificações do Azahar focadas em pirataria. Depois de discutir internamente, concluíram que não vão apoiar oficialmente esse aparelho nem outros da mesma marca.
Anbernic mostrou AzaharPlus em vídeo do RG DDS
A ramificação citada é o AzaharPlus, um fork criado por outros desenvolvedores, sem ligação com os autores do Azahar. Ele facilita a emulação de arquivos no formato .3ds, que a comunidade associa a cópias de jogos, sem exigir que o próprio usuário faça a descriptografia.
No vídeo de apresentação do RG DDS, um portátil de duas telas com visual inspirado no 3DS, a Anbernic exibiu jogos de 3DS rodando no AzaharPlus. A gravação também mostrou títulos de PS3, Xbox e Wii U, com o emulador usado em cada um. O aparelho traz processador Snapdragon G2 Gen 2 e duas telas IPS de 500 nits, segundo a listagem da própria fabricante.
O Azahar já havia recebido suporte a telas duplas no Android, recurso útil para aparelhos como o AYN Thor e o RG DS, da própria Anbernic.
ESA pede que EUA classifiquem Anbernic como ‘superfake’
A pressão externa veio em outubro. A Entertainment Software Association (ESA), entidade que reúne grandes empresas de games, pediu ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) que classifique a Anbernic como ‘superfake’ e a inclua na lista de Mercados Notórios. Para a entidade, a marca vende portáteis com cartões de memória que trazem milhares de cópias não autorizadas de jogos.
Emulação e pirataria se cruzam, mas não são a mesma coisa. Ainda assim, a Anbernic costuma enviar aparelhos com cartões de memória já carregados de ROMs, prática que é justamente o alvo da ESA. Não é a primeira vez: em fevereiro de 2025, a fabricante retirou uma atualização de firmware que permitia baixar ROMs pela loja do próprio sistema.
A solicitação é uma recomendação, e a decisão cabe ao USTR. Se a classificação for aceita, a medida tende a atingir os cartões pré-carregados, não o hardware em si, segundo análises da imprensa especializada. A fabricante ainda não confirmou preço nem data de lançamento do RG DDS.
Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.








