Morre Nilton Travesso, diretor da RECORD, da Globo e do SBT, aos 92 anosPor Luís Henrique Costa
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O diretor e produtor de televisão Nilton Travesso morreu aos 92 anos, em São Paulo, vítima de infecção generalizada. A morte, em 6 de novembro de 2026, foi confirmada por amigos e por nota oficial da emissora onde ele trabalhou em mais de um período.
Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês. Travesso começou na televisão em 1953, na equipe que fez a fundação de uma emissora paulista, e acumulou mais de 70 anos de carreira, segundo as fontes consultadas.
Internação no Sírio-Libanês antecedeu a morte de Nilton Travesso
Segundo informações publicadas na imprensa, o diretor vinha de problemas de saúde havia cerca de cinco anos, com AVC, câncer na orelha e complicações cardíacas. A internação no Hospital Sírio-Libanês começou no início da semana, e a causa da morte informada pelas fontes foi infecção generalizada.
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Velório de Nilton Travesso será no sábado (7), na Bela Vista
A despedida do diretor está marcada para neste sábado (7), em São Paulo.
- Horário: das 10h às 17h
- Local: Funeral Home, bairro Bela Vista, São Paulo
- Sepultamento: local e horário não confirmados publicamente
Fantástico e Som Brasil: papel de Nilton Travesso na Globo
Em 1974, Travesso deixou a emissora onde começou na televisão para ir à Globo, a convite de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, executivo da emissora. Na Globo, ele participou da estruturação do Fantástico, mas as fontes não o apontam como criador único do programa. Nos anos 1980, participou da criação de Som Brasil e de TV Mulher, atração dedicada a debater temas do universo feminino. Ele também esteve ligado a experiências pioneiras com videoclipes, entre elas um trabalho com Ney Matogrosso. As fontes não confirmam a função dele como diretor desse videoclipe nem a data do primeiro videoclipe brasileiro.
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Nilton Travesso na Manchete e na retomada da dramaturgia
Em 1987, ele passou a integrar o departamento de teledramaturgia, setor de produção de novelas, da Rede Manchete, onde ajudou a estruturar a área e colaborou em produções como a novela Pantanal. Em uma emissora onde teve três passagens ao longo da carreira, participou da retomada da dramaturgia e de títulos como Éramos Seis, além da concepção de Bom Dia & Cia. As fontes divergem sobre o papel dele em Éramos Seis, de 1994: uma versão fala em direção, outras em montagem do núcleo e estruturação da produção. Ele também passou por Bandeirantes e GNT em fases posteriores da carreira.
Oficina de atores fundada por Nilton Travesso em São Paulo
O diretor fundou a Nilton Travesso Oficina de Atores no início dos anos 2000, em São Paulo. A escola de artes cênicas atende alunos a partir dos 7 anos e foi estruturada para formar profissionais para a televisão, o cinema e o teatro.
Sepultamento e nota oficial ainda sem detalhes públicos
Não há confirmação pública sobre o sepultamento de Nilton Travesso. A nota oficial da emissora não foi localizada na íntegra; o texto aparece apenas em reportagens secundárias.






