Príncipe Harry e Elton John recorrem contra editora do Daily Mail por escutas ilegaisPor Maria
3 min de leitura
![]() |
O príncipe Harry e um grupo de personalidades britânicas apresentaram ao Tribunal de Apelações de Londres, em 6 de novembro de 2026, um pedido formal de autorização para recorrer da decisão que rejeitou a ação contra a editora do tabloide Daily Mail.
A medida jurídica contesta a sentença proferida em julho de 2026 pelo Tribunal Superior britânico, além de tentar derrubar a determinação que obriga os autores a pagarem as custas processuais da Associated Newspapers Limited, proprietária do veículo de imprensa.
Representantes do escritório de advocacia Sheridans afirmaram que as sentenças anteriores contêm falhas substanciais. A defesa sustenta que as deliberações de primeira instância apresentam erros de direito e de fato.
A ação judicial reúne nomes como o cantor Elton John, seu marido David Furnish, a atriz Sadie Frost e Doreen Lawrence, integrante da Câmara dos Lordes e mãe do jovem Stephen Lawrence, assassinado em 1993. Os participantes do processo acusam a empresa de comunicação de interceptar mensagens de voz e grampear conversas telefônicas de maneira ilegal para produzir reportagens entre os anos de 1993 e 2018.
Sentença anterior considerou provas insuficientes
O magistrado responsável pelo caso na primeira instância julgou improcedente a ação após dois meses de audiências públicas. O tribunal concluiu que os autores não apresentaram comprovações suficientes de que a empresa obteve materiais jornalísticos por vias ilegais durante o período investigado.
Logo após a decisão de julho de 2026, Harry declarou que o resultado foi incoerente diante do histórico apresentado no processo. A Associated Newspapers Limited, por sua vez, manifestou que o desfecho representou uma vitória contundente para seus profissionais e para a preservação da liberdade de imprensa.

Histórico de litígios contra tabloides ingleses
As disputas do duque de Sussex com a imprensa sensacionalista britânica ocorrem há anos nos tribunais de Londres. O filho mais novo do rei Charles 3º responsabiliza parte da conduta da mídia sensacionalista pela perseguição que culminou na morte de sua mãe, a princesa Diana, em Paris no ano de 1997.
Harry também atribui à cobertura dos tabloides episódios recorrentes de ataques direcionados à sua esposa, Meghan Markle. A continuidade do processo depende agora de uma deliberação dos magistrados do Tribunal de Apelações, que analisarão os requisitos formais para autorizar ou barrar o prosseguimento da revisão judicial.







