Saturday Night Live satiriza Trump em abertura com piada sobre custos de peru para o Dia de Ação de Graças e aviões parados no shutdown
O programa Saturday Night Live exibiu no último sábado, 8 de novembro de 2025, uma abertura satírica que retratou o presidente Donald Trump reagindo a um colapso de um representante de empresa farmacêutica no Salão Oval. A esquete, interpretada por James Austin Johnson como Trump, destacou a indiferença do personagem ao incidente, ocorrido durante anúncio de cortes de preços em medicamentos para perda de peso. O episódio, apresentado por Nikki Glaser, abordou temas como eleições recentes e o shutdown governamental em curso.
A paródia ocorreu em meio a críticas reais ao governo Trump pela paralisação orçamentária, que já dura 39 dias e afeta serviços federais, incluindo controle de tráfego aéreo.
O monólogo do personagem Trump misturou humor ácido com referências a eventos atuais, como a vitória democrata nas eleições de terça-feira e o aumento nos preços de supermercado.

Colapso no Salão Oval vira alvo de sátira
A esquete recriou o momento exato em que o executivo desmaiou durante a coletiva, com atores simulando o atendimento médico ao fundo enquanto Trump prosseguia falando. Johnson, como o presidente, descreveu sua reação como “muito normal”, parando para encarar o homem caído como um “sociopata”. O incidente real gerou debates sobre a gestão de emergências na Casa Branca.
Essa cena serviu de gancho para criticar a semana turbulenta de Trump, incluindo demolições na Ala Leste e potenciais falhas em símbolos nacionais, como a queda de uma águia careca no gramado.
Reações à vitória democrata nas urnas
Democratas varreram as eleições de 5 de novembro, com a mídia rotulando o resultado como repúdio às políticas de Trump. No sketch, o personagem atribuiu as ideias extremas a Stephen Miller, seu ex-assessor, dizendo que não as lê.
A sátira apontou para divisões internas no Partido Republicano, com Trump fingindo surpresa pela derrota.
Analistas veem o episódio como reflexo de tensões partidárias crescentes.
Crise orçamentária e impactos no dia a dia
O governo federal permanece paralisado desde outubro, com atrasos em pagamentos a funcionários públicos e cortes em programas como o SNAP, de assistência alimentar. Trump prometeu que preços de supermercado cairiam, mas eles subiram 12% em média nos últimos meses, segundo dados do Departamento de Agricultura.
Voos comerciais enfrentam cancelamentos devido à falta de controladores aéreos pagos, afetando milhões de americanos.
- Bloqueio de benefícios SNAP impacta 40 milhões de famílias de baixa renda.
- Aumento de 15% nos preços de itens básicos, como leite e pão.
- Mais de 800 mil trabalhadores federais sem salário há semanas.
- Controladores aéreos em greve parcial por atrasos salariais.
Piada com Ação de Graças destaca absurdos do shutdown
Famílias americanas planejam o feriado de 27 de novembro com perus mais caros devido à inflação. Trump, na paródia, respondeu a preocupações sobre o custo dizendo que a família não viria, pois “todos os aviões sumiram”.
A ironia veio em tom leve, mas reforçou críticas ao prolongamento da crise, que já custa US$ 1,5 bilhão por dia à economia.
O personagem prometeu estender o shutdown e até “roubar o Natal”, ecoando o Grinch.
Essa linha gerou risadas no estúdio, mas memes online criticaram a insensibilidade.
Monólogo de Trump aborda múltiplos temas
James Austin Johnson entregou um discurso desconexo, misturando o colapso médico com política externa e doméstica, enquanto assessores lidavam com o homem no chão. Ele zombou da eleição de Zohran Mamdani como prefeito de Nova York, chamando-o de “muçulmano” em tom irônico, refletindo preconceitos velados. A esquete durou sete minutos, com transições rápidas para manter o ritmo frenético.
No Weekend Update, Colin Jost brincou que Trump parecia “tranquilo demais” na crise, pedindo a mesma medicação. Essa seção ampliou a crítica à compostura presidencial em meio ao caos.
Apresentação de Nikki Glaser no comando
Nikki Glaser estreou como anfitriã, trazendo monólogo provocativo sobre Nova York e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. Ela destacou sua agenda lotada, incluindo retorno aos Golden Globes em 2026.
O episódio marcou o quinto da 51ª temporada do SNL, que manteve tom político afiado apesar de temores de retaliação regulatória.
A temporada começou em outubro, após saídas de elenco no verão.
Sátira ao debate pela prefeitura de Nova York
Semana passada, o SNL parodiou o debate eleitoral de Nova York com Miles Teller como Andrew Cuomo, Ramy Youssef como Mamdani e Shane Gillis como Curtis Sliwa. Cuomo, ex-governador, foi retratado com frases machistas sobre conhecer a cidade.
Mamdani prometeu saúde gratuita e moradia acessível, mas admitiu incertezas na execução.
A vitória de Mamdani dias depois validou o tom cínico da esquete.
O sketch explorou escândalos passados de Cuomo, de 2021.
Perspectivas para episódios futuros
O próximo SNL, em 15 de novembro, terá Glen Powell como anfitrião e Olivia Dean como convidada musical, marcando a estreia dele no programa. Powell, de “O Homem que Corre”, deve trazer humor leve após a sátira pesada.
Hosts para o fim de 2025 ainda não foram divulgados, mas o show planeja manter foco em eventos atuais.
A produção resistiu a pressões para suavizar críticas a Trump, mesmo com suspensão recente de Jimmy Kimmel.














