Capa

Jimmy Cliff, lenda do reggae jamaicano, morre aos 81 anos após convulsão e pneumonia

Morre Jimmy Cliff, ícone do reggae, aos 81 anos
Morre Jimmy Cliff, ícone do reggae, aos 81 anos - Instagram

Jimmy Cliff, cantor e compositor jamaicano considerado um dos maiores nomes do reggae, morreu aos 81 anos nesta segunda-feira (24). A informação foi confirmada pela família em comunicado oficial divulgado pela esposa, Latifa Cliff. O artista sofreu uma convulsão decorrente de um quadro de pneumonia e não resistiu.

O músico estava em sua residência em Kingston, capital da Jamaica, quando passou mal. Equipes médicas prestaram atendimento, mas o quadro evoluiu rapidamente. A família agradeceu o suporte recebido e pediu privacidade durante o luto.

A morte do artista, nascido James Chambers em 30 de julho de 1944, encerra a trajetória de um dos pioneiros do gênero que projetou o reggae para o mundo.

Carreira marcada por sucessos globais

Jimmy Cliff iniciou a trajetória musical na década de 1960 na Jamaica. Ele gravou os primeiros singles aos 14 anos e logo se destacou no cenário local de ska e rocksteady.

O reconhecimento internacional chegou com o álbum “Wonderful World, Beautiful People” (1969) e especialmente com a trilha sonora do filme “The Harder They Come” (1972). A produção, na qual também atuou como protagonista, levou o reggae a plateias fora do Caribe.

Clássicos como “Many Rivers to Cross”, “You Can Get It If You Really Want” e “I Can See Clearly Now” (em versão cover) permanecem entre as faixas mais executadas do gênero.

Conexão longa com o Brasil

O artista manteve relação próxima com o Brasil desde 1968, quando participou do Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho. Na ocasião defendeu a música “Waterfall” e ficou impressionado com o público.

A experiência inspirou a composição “Wonderful World, Beautiful People”. No mesmo período gravou o disco “Jimmy Cliff in Brazil”, com versões em inglês de sucessos brasileiros.

Durante os anos 1970 e 1980, Cliff passou temporadas prolongadas no país, especialmente no Rio de Janeiro e na Bahia. Ele dirigiu clipes nas praias cariocas e aprofundou laços com a cultura afro-brasileira em Salvador.

Legado familiar e últimos trabalhos

A filha Nabiyah Be, nascida em Salvador em 1992, seguiu carreira artística e atuou no filme “Pantera Negra” (2018). O relacionamento com a brasileira Sônia Gomes da Silva reforçou os vínculos do músico com o país.

Em 2022, Cliff lançou o single “Human Touch”, retornando ao reggae clássico. O artista seguia ativo em estúdio e planejava novos projetos até semanas antes da internação.

A família informou que detalhes sobre cerimônia de despedida serão divulgados nos próximos dias.

Principais prêmios recebidos

  • Ordem do Mérito da Jamaica (2003)
  • Inclusão no Rock and Roll Hall of Fame (2010)
  • Grammy de Melhor Álbum de Reggae por “Rebirth” (2012)
  • Título de Embaixador da Paz pela ONU (2003)

O reggae perde um de seus maiores expoentes, responsável por levar a música jamaicana a plateias globais e influenciar gerações de artistas em diversos países, incluindo o Brasil.

Click to comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

To Top