A Escola dos Nossos Sonhos
Como seria a escola dos nossos sonhos? Mesmo antes de termos a resposta para esta pergunta, adiantamos que a escola dos nossos sonhos só poderia existir num país dos nossos sonhos. Então, vamos antes falar sobre o país dos nossos sonhos…
No país dos nossos sonhos não há espaço para a hipocrisia. Não há espaço para as deslavadas mentiras a que somos submetidos todos os dias. Não há espaço para o descaramento e cinismo políticos. Não há espaço para a corrupção e para a falta de ética nas relações sociais.
No país dos nossos sonhos, as pessoas se respeitam em cada uma de suas diferenças. O preconceito é combatido por todos ao ponto de ser definitivamente banido do mapa. A mesquinhez não ocupa espaço entre homens e mulheres, crianças, jovens ou adultos. O egoísmo não sobrevive e a desfaçatez sucumbe.
No país dos nossos sonhos, a solidariedade impera e a alegria é viva. Neste país, o bom humor contagia todas as pessoas, que fazem das relações interpessoais uma autêntica aquarela com muitas cores. No país dos nossos sonhos, a responsabilidade e a honestidade são comportamentos e valores inegociáveis. Constituem o “dna” de todos os seus habitantes.
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É neste país que nós começamos a imaginar a Escola dos Nossos Sonhos. Uma escola acolhedora na qual pais, alunos e mestres convivem harmoniosamente. Uma escola em que os profissionais não disputam espaços, porque têm a consciência da importância do trabalho de equipe.
A Escola dos Nossos Sonhos deveria ser aberta, sem muros ou grades. As salas de aula seriam ambientes de aprendizagem que contariam com a presença de um professor ou de alguns professores, atuando como mediadores do conhecimento a ser construído pelas crianças e jovens. Estes ambientes seriam dotados de infraestrutura tecnológica adequada para fomentar a pesquisa e a busca do conhecimento. Livros seriam doces nas mãos das crianças.
Alunos interessados e desejosos de conhecimento. Curiosos e inquietos em sua busca pelo novo, pelo desconhecido seriam os alunos da Escola dos Nossos Sonhos.
Na Escola dos Nossos Sonhos, os agrupamentos seriam espontâneos e não obrigatoriamente por faixa etária. Alunos de diferentes idades poderiam construir seu conhecimento pessoal num mesmo agrupamento.
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Nesta escola, os pais seriam parceiros fundamentais no processo educativo, participando ativamente deste momento de formação de seus filhos. Pais envolvidos e comprometidos com a educação de seus pupilos. Pais parceiros. Pais que respeitam os mestres de seus filhos.
A livre e intensa circulação pelos muitos espaços de aprendizagem da Escola dos Nossos Sonhos representaria o prazer pela busca do saber, seja nos livros, seja no convívio com as pessoas, seja por meio dos recursos tecnológicos…
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A Escola dos Nossos Sonhos é menos burocrática e mais humana. As escolas dos nossos sonhos são autênticos Centros de Saber, nos quais o conhecimento se constrói pela participação coletiva e espontânea de todos os atores educacionais.
Um dia, a Escola dos Nossos Sonhos não será mais “dos nossos sonhos”. Ela será real!
Eduardo Ferreira de Castro.
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Especialista em Educação.


