Casagrande compara Memphis Depay e Carlitos Tevez no Corinthians e aponta diferenças de compromisso
O ex-jogador e comentarista Walter Casagrande Jr. analisou a postura de Memphis Depay e Carlitos Tevez no Corinthians, traçando um contraste nítido sobre a dedicação de ambos ao clube. A comparação, feita em 14 de agosto de 2026, destaca como os dois atletas vivenciaram de formas distintas a experiência de vestir a camisa alvinegra, gerando diferentes percepções entre os torcedores. A discussão vai além do campo, tocando na identidade e na relação dos jogadores com a paixão corintiana.
A conexão genuína de Carlitos Tevez com a torcida corintiana
Carlitos Tevez, desde sua chegada ao Corinthians, demonstrou uma identificação imediata e profunda com o clube e sua torcida. Originário de uma família humilde da periferia de Buenos Aires e com passagem pelo Boca Juniors, o argentino estabeleceu uma relação de igualdade com os fãs. Sua personalidade era marcada pela “raça” e pela dedicação incondicional em todas as partidas, jogando sempre que tinha as mínimas condições físicas.
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A abordagem de Memphis Depay: marketing versus entrega em campo
Em contraste, Memphis Depay é percebido como um jogador que seleciona os jogos para atuar, raramente participando de partidas fora da Arena Corinthians. Sua identificação com a torcida é vista como algo planejado e mercadológico, sem a espontaneidade que marcou a passagem de Tevez. Casagrande aponta que o holandês se poupou por um período de seis meses, visando a Copa do Mundo, enquanto seus companheiros enfrentavam a pressão e problemas de salários.
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- Suíte presidencial paga pelo Corinthians.
- Cozinheiro pessoal com custos do clube.
- Seguranças e carro blindado à disposição.
Essas regalias contrastam fortemente com a postura de Tevez, que nunca exigiu tais privilégios e se entregava incansavelmente em campo, demonstrando um compromisso diferente.
Impacto da era digital na percepção dos atletas
A análise de Casagrande também aborda a influência das redes sociais na forma como os torcedores avaliam os jogadores atualmente. Segundo ele, parte da torcida, especialmente a chamada “geração TikTok” ou “torcedores virtuais”, tende a idolatrar atletas que investem mais em imagem do que em desempenho contínuo. Isso cria uma divisão, onde jogadores consistentes como Yuri Alberto são criticados em fases ruins, enquanto Depay, apesar de sua seletividade, recebe aplausos por jogadas pontuais.
Esse fenômeno expõe uma mudança na cultura do Corinthians, um clube historicamente conhecido como “o time do povo”, onde a raça e a entrega sempre foram valores inegociáveis. A influência digital, muitas vezes de quem nem frequenta o estádio, desafia as tradições e a percepção do que significa ser um verdadeiro “corintiano”.
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A filosofia corintiana e a entrega dos jogadores
A essência do Corinthians, pautada na paixão e na luta, é um ponto central na crítica de Walter Casagrande Jr. Ele afirma que o amor por um clube se manifesta através da postura e da entrega em campo, e não apenas por discursos. A percepção é que Tevez encarnou essa filosofia naturalmente, sem precisar de artifícios para convencer a torcida de sua lealdade.
Nesse sentido, o jornalista Juca Kfouri, citado na análise, reforça a ideia de que “Tevez se entregou com paixão ao Corinthians; Memphis, não”. Essa frase encapsula a diferença fundamental na relação dos dois jogadores com a identidade do clube.
Contrastes nas exigências e na personalidade dos atletas
A comparação entre Tevez e Depay vai além do talento técnico, focando principalmente na personalidade e no nível de sacrifício. Carlitos Tevez, com sua dedicação incansável, personificava a entrega que os torcedores corintianos tanto valorizam. Ele não buscou privilégios, mas sim a batalha em campo, lutando em cada jogada.
Por outro lado, as exigências e o estilo de vida de Memphis Depay, mesmo sendo um jogador de destaque, geraram questionamentos sobre sua total imersão na cultura do clube. A percepção de que suas ações estavam mais alinhadas a interesses pessoais do que à causa corintiana culminou na visão de Casagrande de que “quem nasceu para ser Memphis nunca será um Tevez”.

















