Sem verba, Museu de História Natural de Taubaté ameaça fechar as portas
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Sem verba, Museu de História Natural de Taubaté ameaça fechar as portas

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O Museu de História Natural de Taubaté corre o risco de fechar as portas por conta de problemas econômicos. Com a demora no repasse de subvenção por parte da prefeitura, o museu pede ‘socorro’ para se manter em funcionamento.

Segundo os gestores do museu, a entidade ainda não recebeu o repasse de R$ 100 mil que a prefeitura deveria realizar neste ano. A verba deveria ser encaminhada para a Fundação de Apoio à Ciência e Natureza (Funat), gestora do local, e tem prazo até 31 de dezembro para ser usada, de acordo com o plano apresentado pelo museu em março.
O museu tem 12 anos e entre os destaques do acervo está o fóssil reconstituído do Paraphysornis Brasiliensis, uma ave com mais de 2 metros de altura, carnívora e que viveu na região do Vale do Paraíba há cerca de 23 milhões de anos.

Uma postagem na página oficial da unidade alerta para ‘morte lenta e dolorosa’ do museu e pede que a população se mobilize para cobrar as autoridades sobre a situação financeira.
“Decidi desabafar e pedir socorro nas redes sociais, pois acredito que com o apoio da população e da mídia, talvez, possamos ser notados pelo Poder Público do nosso município. Há alguns anos vejo o museu sobreviver com muita dificuldade financeira, em especial, nos últimos quatro anos as dificuldades se agravaram, devido principalmente, a falta de organização nos diversos departamentos da Prefeitura Municipal de Taubaté, levando a grande morosidade no repasse financeiro da PMT”, diz a postagem, que tinha, até esta quarta-feira (30/11), mais de 900 compartilhamentos e 50 comentários.

Em relação à demora, a prefeitura culpou a própria fundação, que não teria apresentado a documentação necessária, como, por exemplo, o plano de trabalho e a prestação de contas. “A grande demora no repasse financeiro com relação à subvenção se deu em grande parte pela morosidade da própria Funat, em atender com presteza todos os requisitos exigidos, de forma geral, pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo”, traz a nota da administração.

O governo também informou que tem atuado junto à Câmara para que a proposta seja analisada e aprovada pelas comissões.

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