Economia

Seu vale-refeição nunca dura até o fim do mês? Você não é o único!

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Mais da metade dos consumidores (52%) extrapola valor mensal do tíquete, e um terço admite usá-lo com frequência para outras finalidades, além do almoço em dias úteis. É o que revelou um estudo realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), no qual foram entrevistadas 804 pessoas com mais de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais, nas 27 capitais. A margem de erro é de, no máximo, 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

Ainda segundo o levantamento, 20,5% dos trabalhadores que recebem o benefício costumam ultrapassar o valor creditado no cartão — sempre ou com frequência —, e 31,5%, algumas vezes. Já 48% afirmam usar apenas o limite estabelecido e nunca gastam mais.

Entre os que extrapolam o valor do vale-refeição, 35% atribuem isso ao fato de o valor recebido ser muito baixo e, por isso, funciona apenas como ajuda de custo. Já 31% justificam que a quantia é insuficiente se comparada ao preço médio dos restaurantes na região em que trabalham, e 29% reconhecem que os gastos com bares e padarias, por exemplo, acabam consumindo boa parte do tíquete.

Além disso, um terço (33%) dos entrevistados gasta sempre ou frequentemente o vale-refeição para outras finalidades, como café da manhã e lanches em padarias, saídas aos fins de semana, entre outras despesas relacionadas ao lazer. Outros 12% afirmaram não ter controle algum sobre os gasto, enquanto a maioria (65%) costuma acompanhar os gastos que fazem com esse benefício.

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, definir um limite diário é uma boa estratégia para controlar o orçamento.

— Se os gastos forem excessivos, talvez seja a hora de rever as escolhas. Uma boa saída é optar por restaurantes mais baratos ou levar comida de casa para o trabalho — ponderou.

A pesquisa ainda mostrou que 39% dos trabalhadores vendem o vale-refeição ou vale-alimentação, apesar de a comercialização ser proibida. Desse percentual, quatro em cada dez pessoas o fazem para obter um valor complementar à renda, a fim de pagar as contas. Outras razões apontadas foram fazer compras (36%), guardar o valor (21%) e gastar com lazer (17%).