Proibição de demissão estará em contrato de linha para folha de pagamento, diz BC
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que será previsto em contrato a proibição de demissões por empresas beneficiadas pelo programa de R$ 40 bilhões anunciado nesta sexta-feira, 27, pelo governo para financiar a folha de pagamentos. “Os recursos serão depositados diretamente na conta do funcionário. Se empresa demitir, ela fica com a dívida”, acrescentou.
O programa, no entanto, só financia até dois salários mínimos por funcionário e o complemento para quem ganha acima disso fica a cargo das empresas.
“O empregador vai decidir se complementa. O intuito é fazer com que a base de funcionários permaneça na empresa”, acrescentou Campos Neto.
Ele lembrou que o custo para demitir um funcionário é de três a quatro meses do salário, o que poderá não ser vantajoso.
Campos Neto disse ainda que o programa foi desenhado para pequenas e médias empresas porque as maiores têm mais caixa para aguentar a crise por mais tempo.
“Com os recursos limitados que temos, decidimos ajudar pequenas e médias empresas agora. Poderemos ter à frente um programa também para grandes empresas”, anunciou o presidente do BC.
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