IGF e COI ampliam prazo de classificação do golfe para Jogos de Tóquio
O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Golfe (IGF) ampliaram o período de classificação de atletas para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Com o adiamento das Olimpíadas por um ano devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o ranking olímpico fica aberto até o dia 21 de junho de 2021 para os homens e até o dia 28 de junho de 2021 para as mulheres.
A notícia é boa para os brasileiros. O presidente da Confederação Brasileira de Golfe (CBGolfe), Euclides Gusi, revela as chances de o Brasil ter jogadores no Japão: “É ruim para o movimento olímpico, mas foi bom para a CBGolfe. Estávamos com o Adilson Silva muito próximo da bolha e o Alexandre Rocha entrando em uma fase espetacular. Estamos também com o Rodrigo Lee no Korn Ferry Tour, e estes são os atletas que temos possibilidade de classificar. No feminino, temos a Luiza Altmann, que entra agora no início do ano no Tour europeu e tem chances de marcar muitos pontos e conseguir uma classificação. Hoje, nós não teríamos chance nenhuma no feminino, até pela proximidade do encerramento do prazo, mas agora ganhamos um fôlego novo. No masculino já estávamos otimistas e agora estamos mais ainda, e no feminino temos a esperança de ter uma atleta”.
O ranking olímpico é baseado no Ranking Mundial de Golfe Oficial (OWGR) e no Ranking Mundial de Golfe Feminino (WWGR). O período classificatório para os Jogos de Tóquio começou no dia 1º de julho de 2018 e terminaria em junho de 2020. Entretanto, desde o dia 20 de março os Conselhos Diretivos do OWGR e do WWGR determinaram a suspensão dos rankings devido à pandemia da covid-19. Com a nova data das Olimpíadas, a Federação Internacional de Golfe decidiu pela revisão dos critérios de classificação e a prorrogação do prazo.
Com a alteração, os torneios disputados a partir do retorno das competições serão mais importantes e terão mais peso para quem sonha com uma vaga em Tóquio. O presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Euclides Gusi, explica as principais mudanças: “O COI e a IGF vão considerar as 13 últimas semanas para poder fazer essa classificação. Os atletas já têm pontos, mas as 13 últimas semanas são extremamente importantes. Classificam-se dois atletas por país, com exceção dos 15 primeiros do ranking. Se tivermos quatro norte-americanos entre os 15 melhores do ranking, eles classificam os 4. Dali pra baixo são os dois melhores por país, nós poderemos ter país com um só jogador por exemplo”.
Serão 60 vagas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, tanto no masculino quanto no feminino. Os 15 melhores colocados ao fim do período de classificação garantem vaga na competição, com um limite de quatro jogadores por país. O restante das vagas será preenchido de acordo com os rankings mundiais, com o máximo de dois atletas por país, desde que este país ainda não possua dois ou mais jogadores entre os 15 primeiros colocados.
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