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País com mais casos de covid-19 em números absolutos na América Latina, o Brasil está atrás de quase toda a região nas medidas restritivas de mobilidade, segundo levantamento feito de forma colaborativa por jornalistas de veículos que participam da coalizão LatamCheck, que reúne checadores de fatos de toda a América Latina, Portugal e Espanha. O Estadão Verifica, unidade de “fact-checking” do Estadão, faz parte do grupo.

Conforme o estudo, Brasília fez apenas recomendações de isolamento social, mas não decretou nenhuma medida obrigatória que implicasse em distanciamento ou fechamento de estabelecimentos de ensino ou locais públicos. No entanto, diz o levantamento, vários governos locais, como o da cidade de São Paulo, determinaram quarentena obrigatória e suspenderam aulas – em algumas regiões do País é crime circular sem justificativa.

De acordo com o estudo, os países com mais restrições são Panamá, Bolívia e Equador, enquanto os que adotaram políticas mais frouxas, além do Brasil, estão Nicarágua e México. Dos 19 países analisados, 10 determinaram quarentenas obrigatórias em todo o território. Em outros 3, houve obrigação de isolamento rigoroso somente nas regiões mais afetadas pela pandemia.
Hoje, toda a América Latina tem pelo menos 200 mil casos confirmados de coronavírus.

O levantamento mostra ainda que todos os países fecharam suas fronteiras, com exceção de México e Nicarágua, e suspenderam aulas presenciais – só a Nicarágua que as manteve.

Na Bolívia, no Equador, em El Salvador, em Honduras, no Paraguai, no Peru e na República Dominicana há toque de recolher e a população – exceto os trabalhadores de atividades essenciais – só pode sair em determinados horários para fazer compras ou outras atividades permitidas. Os países mais restritivos no toque de recolher são Bolívia (do meio-dia às 19 horas) e Equador (das 14 horas às 5 horas).

A Nicarágua foi o país com as medidas mais relaxadas em relação à pandemia. O governo não decretou quarentena, toque de recolher e as aulas e as competições esportivas foram mantidas. Por outro lado, o Panamá tem uma das políticas mais radicais do continente, com toque de recolher e saída autorizada por gênero.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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