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Diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci voltou a se mostrar “cautelosamente otimista” sobre a possibilidade de se criar uma vacina para o novo coronavírus, comentando também que a ocorrência ou não de uma segunda onda de casos dependerá da eficácia do país de manter o problema sob controle, com testes e isolamento de doentes, por exemplo. Durante entrevista online ao Wall Street Journal, Fauci advertiu para os riscos ainda presentes na pandemia, notando que as manifestações que têm ocorrido nos últimos dias no país têm potencial para provocar um aumento nos casos da covid-19.

“Qualquer congregação de multidões claramente aumenta o risco de casos”, afirmou Fauci, lembrando que as manifestações eventualmente têm confrontos, corre-corres e outras situações que impossibilitam manter a distância ideal das pessoas durante todo o tempo.

Os EUA enfrentam uma onda de protestos em várias cidades nos últimos dias, que tiveram como estopim o caso de George Floyd, um homem negro que morreu após ser sufocado por um policial branco com o joelho sobre seu pescoço em Minnesota.

Sobre o combate ao vírus, Fauci afirmou que é “concebível” que surjam mais adiante não apenas uma, mas várias vacinas para a covid-19.

Ele lembrou que há dúvidas sobre a doença, já que os cientistas não sabem, por exemplo, quanto tempo dura a imunidade, após um paciente contaminado se recuperar.

O médico mencionou que, no caso de outros coronavírus, a imunidade em geral não é prolongada. Isso sugere que, com o novo coronavírus, uma vacina tenha de ser de tempos em tempos reaplicada, a fim de manter a imunidade da população, como ocorre no caso da gripe.

Fauci disse ainda que, na elaboração do plano de retomada econômica, foi levado em conta o fato de que o vírus é “muito transmissível”.

Além de citar as consequências “profundas e históricas” na economia, ele apontou que, conforme a quarentena se estende, podem ser potencializados outros problemas de saúde, com a demora em casos que, se são eletivos num primeiro momento, sem cuidados podem se tornar mais prementes.

Diante disso, recomendou que os norte-americanos, quando houver mais segurança sobre o quadro de novos casos e as consultas eletivas estiverem liberadas, voltem a se consultar com seus médicos para cuidar desses problemas.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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