Açúcar bruto toca nova máxima de 2 meses e meio na ICE; açúcar branco dispara
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Açúcar bruto toca nova máxima de 2 meses e meio na ICE; açúcar branco dispara

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em alta pela quinta sessão consecutiva, tocando uma nova máxima de dois meses e meio nesta quinta-feira, diante do aumento do apetite de fundos em meio à melhora do panorama para uma recuperação econômica.

Os preços do açúcar branco tiveram forte alta, com o primeiro contrato operando quase 20 dólares/tonelada acima do segundo, uma posição “invertida” de mercado que geralmente indica forte demanda física pelo produto.

AÇÚCAR

* O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,11 centavo de dólar, ou 0,9%, a 11,73 centavos de dólar por libra-peso, maior valor de fechamento para o primeiro contrato desde 11 de março.

* Operadores disseram que o sentimento do mercado parece ter se tornado mais positivo recentemente.

* “Ninguém está esperando que os preços se recuperem para os níveis vistos em meados de fevereiro. No entanto, com os fundos mais ativos no front da compra, produtores provavelmente devem esperar para ver se os preços podem ter uma melhora maior”, disse um operador.

* A corretora INTL FCStone disse na quarta-feira que vê o mercado global entrando em superávit em 2020/21. A empresa também reduziu sua projeção para o tamanho do déficit de 2019/20.

* O açúcar branco para agosto avançou 9,20 dólares, ou 2,4%, para 384,80 dólares por tonelada, nível bastante superior ao do segundo contrato.

* Operadores disseram que as ofertas de açúcar branco estão apertadas em parte por causa de um declínio na produção da Tailândia neste ano.

CAFÉ

* O contrato julho do café arábica fechou em queda de 0,95 centavo de dólar, ou 1,0%, a 98,15 centavos de dólar por libra-peso.

* Operadores mencionaram que a desvalorização do real no dia ajudou a pressionar os preços. Uma recente sequência de fortalecimento da moeda frente ao dólar vinha sendo um fator de suporte nesta semana.

* A colheita brasileira está levemente aquém da média histórica para este momento do ano.

* O café robusta para julho recuou 4 dólares, ou 0,3%, para 1.198 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira, Nigel Hunt e Maytaal Angel)

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