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Atendimentos nas agências do INSS serão com hora marcada. Parte das agências do INSS (Insituto Nacional do Seguro Social) vai reabrir para o atendimento presencial após quase seis meses fechadas por causa da pandemia de coronavírus. Mas para ser atendido será necessário fazer antes agendamento, por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Em São Paulo, retomada foi suspensa por decisão da Justiça.

“As pessoas só devem ir às agências estando com agendamento feito”, alerta o presidente do INSS, Leonardo José Rolim Guimarães. Ele explica que, para evitar aglomeração dentro ou fora das agências, os segurados sem hora marcada não serão atendidos.

Outra orientação é não chegar antes do horário agendado para evitar aglomeração na porta. Qualquer dúvida, pode ser tirada por meio do chat do Meu INSS ou pelo telefone 135. “Esses são cuidados para garantir que o nosso protocolo de segurança possa garantir o bem-estar de todos”, afirma Rolim.

Inicialmente, cerca de 500 das 1,6 mil agências em todo o país vão reabrir. O horário de funcionamento será das 7h às 13h. Em média, o atendimento nas agências do INSS antes do fechamento por causa da pandemia era de 2,5 milhões de pessoas por mês. “Agora, será muito menor que isso, porque não teremos atendimentos espontâneos. Dependerá da quantidade de agências abertas e de perícias”, disse.PUBLICIDADE

A reabertura será gradual e segura, à medida que as agências vão cumprindo os requisitos do protocolo de segurança. De acordo com o protocolo, será obrigatório o uso de máscaras e medição de temperatura para entrar nas agências. Veja as medidas a seguir:

Serviços disponíveis

Estarão disponíveis para atendimento presencial apenas os seguintes serviços:

– perícia médica
– avaliação social
– cumprimento de exigência
– justificação administrativa
– reabilitação profissional

Os demais serviços, como requerimento para aposentadoria por exemplo, continuam sendo feitos por meio digital, no aplicativo Meu INSS, ou pelo telefone 135.

Como será o atendimento

– Só será permitida a entrada de quem fizer o agendamento antes pelo aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135.

– Quem for às agências deverá usar máscaras e terá a temperatura medida antes de entrar no local.

– A agência deverá fornecer máscara descartável, caso a pessoa esteja utilizando máscara úmida, suja ou rasgada.

– Caso a temperatura for indicativa de febre, de 37,5°C ou acima disso, a medição será refeita, após alguns minutos.

– Se a temperatura continuar alta, os segurados, beneficiários ou acompanhantes terão o acesso proibido e serão orientados a procurar uma unidade de saúde ou médico.

– Também serão orientados a realizar o reagendamento do serviço por intermédio dos canais remotos, informando sobre o resguardo da data de entrada inicial do requerimento.

– As pessoas serão orientadas sobre a necessidade do uso de álcool em gel para higienização das mãos e sobre a importância de manter o distanciamento mínimo de 1metro entre elas.

– Além das medidas de higienização, as cadeiras de espera também serão espassadas para evitar aproximação entre os segurados.


Atendimento remoto

As agência estão fechadas desde 24 de março por causa das medidas de restrição para enfrentar a pandemia de coronavírus. O atendimento passou a ser feito apenas pelo site e aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135.

Para a volta gradual, além da readaptação das agências, servidores do grupo de risco vão continuar em trabalho remoto, além daqueles que não têm onde deixar os filhos, já que escolas estão fechadas.

Grande parte dos serviços é acessível de forma remota e o INSS acredita que mais pessoas acabaram por aderir essa forma de atendimento com a pandemia.

“Temos um legado positivo. Demandas espontâneas, como são chamadas cos casos em que pessoas entram nas agências para tirar dúvidas, começaram a ser feitas de forma virtual. Não tenho dúvida de que grande parte da demanda já se acostumou a fazer por meio do telefone 135 ou por meio dos canais remotos pela  internet, como Meu INSS”, afirma o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Leal. Fonte R7

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