PMI industrial do Brasil desacelera a 61,5 em dezembro após 64,0 em novembro
O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial brasileiro se desacelerou em dezembro ante novembro, de 64,0 para 61,5, informou nesta segunda-feira, 4, a IHS Markit. Apesar da desaceleração, a instituição destaca que o índice ainda é consistente com um crescimento acentuado. Resultados acima de 50 indicam expansão da atividade.
Segundo a IHS Markit, houve aumento relevante em vendas, na produção e na taxa de emprego. Contudo, o avanço na produção foi o mais modesto desde junho. De maneira similar, as vendas totais, considerando o mercado interno e externo, mostraram a menor taxa de crescimento em cinco meses. Mas esse avanço foi suficiente, ressalta a IHS Markit, para garantir nova expansão no quadro de funcionários do setor industrial, porém com o menor volume de contratações desde julho.
Já o ritmo de expansão de compra de insumos foi o mais acentuado desde antes da pandemia, destaca a instituição. Mesmo assim, o índice de estoques de insumos teve forte redução, com relatos de dificuldades na obtenção dos principais materiais. “De fato, dezembro teve uma pressão maior nas cadeias de suprimentos, destacada pela terceira deterioração mais rápida do desempenho dos fornecedores na história da pesquisa”. Da mesma maneira, os estoques de bens finais diminuíram em dezembro devido à necessidade de atender a demanda.
A escassez de matéria-prima e a moeda brasileira fraca contribuíram para nova rodada de aumento de custos, que em parte foi repassado aos clientes, segundo os fabricantes, relata a IHS Markit. As taxas de inflação de insumos e bens finais se atenuaram em dezembro, mas estão entre as maiores da história, aponta a instituição. “Os dados indicaram contínuas pressões de capacidade entre fabricantes de produtos à medida que os negócios pendentes aumentaram de maneira acentuada.”
Em relação às expectativas, a IHS Markit afirma que o sentimento permaneceu positivo entre os produtores industriais em dezembro, “com esperanças de que a pandemia de covid-19 terminará e a disponibilidade de matéria-prima melhorará”, favorecendo a produção.
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