Após início emotivo, democratas delinearão julgamento de impeachment de Trump
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Após início emotivo, democratas delinearão julgamento de impeachment de Trump

Após início emotivo, democratas delinearão julgamento de impeachment de Trump

Os parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos começam a defender formalmente nesta quarta-feira o argumento de que o ex-presidente Donald Trump deveria ser condenado por incitar o cerco ao Capitólio, um dia depois de um Senado dividido concluir que seu julgamento de impeachment pode avançar, apesar de Trump já ter deixado o cargo.

A Câmara dos Deputados acusa Trump de ter incitado uma insurreição depois de fazer um discurso incendiário em 6 de janeiro exortando milhares de apoiadores a marcharem até o Capitólio dos Estados Unidos, onde congressistas estavam reunidos para certificar a vitória eleitoral do presidente Joe Biden.

Na terça-feira, o Senado votou de forma essencialmente partidária a favor do andamento do julgamento de impeachment, embora o mandato de Trump tenha se encerrado em 20 de janeiro. Seis dos 50 senadores republicanos alinharam-se aos democratas.

O desfecho leva a crer que os democratas enfrentarão uma batalha árdua para condenar Trump e impedi-lo de voltar a ocupar um cargo público. Uma maioria de dois terços do Senado precisa votar por sua condenação, o que significa que ao menos 17 republicanos teriam que confrontar a popularidade ainda grande de Trump entre os eleitores do partido.

O julgamento está transcorrendo dentro da câmara do Senado, de onde os senadores que agora atuam como jurados foram obrigados a fugir um mês atrás quando uma multidão invadiu o edifício.

Nove deputados democratas que atuam como procuradores contra Trump iniciaram os procedimentos na terça-feira exibindo um vídeo contundente que alternou trechos do discurso de Trump e cenas do ataque, incluindo alguns que mostraram policiais sendo agredidos e um agitador baleado fatalmente pelas autoridades.

Os democratas acusaram Trump de cometer um crime imperdoável ao incentivar seus apoiadores a impedirem uma transferência de poder pacífica, um bastião da democracia norte-americana.

“Se isto não é um crime digno de impeachment, então tal coisa não existe”, disse o deputado Jamie Raskin, que fez um discurso emotivo contando como foi separado de sua filha e seu genro durante a violência.

Os advogados de Trump argumentaram que a retórica de seu cliente, incluindo as alegações falsas de que a eleição foi roubada, está protegida pela garantia da Primeira Emenda da Constituição à liberdade de expressão e que os indivíduos que invadiram o Capitólio são responsáveis por seu próprio comportamento criminoso, e não Trump.

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