Governo alemão rejeita acusações de falta de preparo em inundações
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Governo alemão rejeita acusações de falta de preparo em inundações

Governo alemão rejeita acusações de falta de preparo em inundações

Autoridades alemãs rejeitaram sugestões de que muito pouco havia sido feito na preparação para as inundações de semana passada e afirmaram que os sistemas de alerta funcionaram, enquanto o número de mortos no pior desastre natural do país em seis décadas superou a marca de 160.

Enchentes devastaram partes da Europa Ocidental desde quarta-feira passada, e os estados alemães da Renânia e Renânia do Norte-Vestfália, assim como partes da Bélgica, estão entre os mais atingidos.

No distrito de Ahrweiler, pelo menos 117 pessoas morreram, e a polícia alertou que o número de mortos certamente cresceria conforme continuam as operações de limpeza e reconstrução após as inundações, que devem chegar a custar bilhões de euros.

O alto número de mortos levantou questões sobre a quantidade de pessoas que parece ter sido surpreendida pelas enchentes, com políticos de oposição sugerindo que o número de mortos revelou sérias falhas na preparação da Alemanha para as inundações.

O ministro do Interior, Horst Seehofer, disse que o Serviço Nacional Meteorológico da Alemanha (DWD) emite alertas aos 16 Estados alemães e de lá aos distritos e comunidades que decidem em qual nível irão responder.

“Seria completamente inconcebível que tal catástrofe fosse administrada de maneira central, de apenas um lugar”, disse Seehofer a jornalistas na segunda-feira. “É preciso conhecimento local”.

As críticas à maneira com a qual o governo respondeu às emergências são “retórica eleitoral barata de campanha”, disse o político.

A devastação causada pelas enchentes, atribuídas por meteorologistas aos efeitos das mudanças climáticas, pode estremecer as eleições federais em setembro, que até agora tiveram poucas discussões sobre o clima.

Uma pesquisa para o jornal Der Spiegel mostrou que apenas 26% acreditam que Armin Laschet, que é o candidato conservador para substituir Angela Merkel como chanceler, seria um bom administrador em momentos de crise.

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