Temporal com ventos acima de 100 km/h destelha igreja e casas em Flores da Cunha e Antônio Prado no Rio Grande do Sul
Um forte temporal atingiu a região da Serra do Rio Grande do Sul no fim da tarde desta segunda-feira (8). A combinação de chuva intensa e rajadas de vento superiores a 100 km/h provocou destelhamentos e danos materiais em pelo menos dois municípios. Flores da Cunha e Antônio Prado registraram os principais prejuízos, sem vítimas feridas até o momento.
A prefeitura de Flores da Cunha confirmou estragos concentrados no Travessão Alfredo Chaves, área rural do município. A igreja da comunidade local perdeu parte do telhado, assim como diversas residências próximas. Equipes da Defesa Civil estadual deslocaram-se ao local para levantamento oficial dos imóveis afetados.

Em Antônio Prado, três casas sofreram destelhamento, uma delas de forma total. O Instituto Nacional de Meteorologia mantinha alerta vermelho ativo para grande parte do estado, incluindo a Serra, prevendo chuvas acima de 100 mm e ventos intensos até a noite de terça-feira (9).
Danos registrados em Flores da Cunha
A área rural do Travessão Alfredo Chaves concentrou os registros mais graves no município. Imagens divulgadas pela prefeitura mostram telhas espalhadas e estruturas danificadas.
A igreja católica da comunidade teve grande parte da cobertura arrancada pela força do vento. Residências próximas também apresentaram perda parcial ou total dos telhados.
Não houve feridos, conforme informou a administração municipal. O prefeito César Ulian orientou a população a permanecer em casa até a organização de mutirões de auxílio.

Situação em Antônio Prado
Três residências sofreram destelhamento no município vizinho. Uma delas perdeu completamente a cobertura, enquanto as demais tiveram danos parciais.
O Serviço Civil Auxiliar de Bombeiros atendeu as ocorrências. Os casos ocorreram em diferentes pontos da cidade.
As equipes realizaram cobertura emergencial com lonas. Não há registro de desalojados até o momento.
Alerta vermelho e volumes previstos
O Inmet emitiu alerta de grande perigo para praticamente todo o Rio Grande do Sul. Os acumulados podem superar 120 mm em regiões como Sul, Campanha e Litoral Norte.
Na Serra, os volumes ficam entre 80 e 100 mm até terça-feira (9). Há risco de granizo isolado e rajadas acima de 100 km/h.
A Defesa Civil estadual monitora a situação em tempo real. O mar segue agitado, com ressaca prevista para os próximos dias.
Previsão para os próximos dias
A instabilidade permanece forte na terça-feira (9) em todo o território gaúcho. Chuvas intensas atingem especialmente o Sul e o Litoral Norte, com até 120 mm.
Na quarta-feira (10), o sistema começa a se deslocar para o oceano. Os acumulados diminuem, ficando entre 60 e 100 mm no Sul e 30 a 50 mm na metade leste.
Na quinta-feira (11), o ciclone perde força em alto-mar. Rajadas entre 60 e 80 km/h ainda podem ocorrer no extremo Nordeste e Litoral Norte.
Ações das equipes de emergência
A Defesa Civil estadual mantém equipes em alerta máximo. Municípios afetados recebem suporte técnico para levantamento de danos.
Prefeituras organizam distribuição de telhas e lonas. A orientação é evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de maior intensidade.
O monitoramento meteorológico continua 24 horas. Novos boletins serão divulgados conforme evolução do sistema.
- Principais municípios afetados: Flores da Cunha e Antônio Prado
- Tipo de dano mais comum: destelhamento total ou parcial
- Alerta vigente: vermelho (grande perigo) até terça-feira (9)
- Órgãos mobilizados: Defesa Civil estadual e prefeituras
- Previsão de granizo: presente em Norte, Nordeste, Vales e Serra
Avaliação preliminar dos prejuízos
Os levantamentos iniciais indicam dezenas de edificações atingidas na Serra. A extensão total dos danos ainda passa por verificação in loco.
A agricultura local também sofreu com quedas de energia e interrupção de acessos. Estradas secundárias apresentam acúmulo de galhos e destroços.
As equipes trabalham na remoção de materiais das vias. A energia elétrica já foi restabelecida parcialmente nas áreas afetadas.
















