Nordeste se destaca em recuperação do consumo de serviços, aponta BC
Economia

Nordeste se destaca em recuperação do consumo de serviços, aponta BC

Nordeste se destaca em recuperação do consumo de serviços, aponta BC

BRASÍLIA (Reuters) – O Banco Central apontou que o Nordeste é a região do país que se destaca na recuperação do consumo de serviços às famílias na comparação com o nível observado antes da pandemia de Covid-19, o que atribuiu ao possível impacto positivo do setor de turismo.

“Considerando a redução no número de beneficiários e no valor do Auxílio Emergencial, esse desempenho pode ter sido influenciado pela retomada do setor de turismo, em ritmo mais intenso do que o observado nas outras regiões”, disse o BC em box sobre o tema publicado nesta terça-feira.

O BC comparou apenas a performance das regiões Nordeste, Sudeste e Sul, justificando que para as regiões Norte e Centro-Oeste não havia detalhamento da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que serviram de referencial para sua análise.

Em gráfico do box, o BC indicou que o consumo de serviços às famílias no Nordeste já havia caminhado para o terreno positivo em setembro na variação sobre fevereiro de 2020, enquanto permaneceu no vermelho no Sul e principalmente no Sudeste.

“Na margem, os efeitos já verificados da vacinação na atenuação da crise sanitária favorecem a volta à normalidade de atividades que dependem de maior interação social, contribuindo para a manutenção da retomada do setor de serviços às famílias no Nordeste e para o aumento do consumo desses serviços nas regiões Sudeste e Sul”, disse o BC.

CRÉDITO

Em outro box também publicado nesta terça-feira, sobre crédito nas diferentes regiões, o BC apontou que houve maior ritmo de expansão do crédito na margem no trimestre encerrado em setembro frente aos dois trimestres anteriores, apesar do ciclo de aperto monetário, que aumenta o custo dos financiamentos, e do menor fôlego da retomada econômica.

Segundo o BC, isso ocorreu em especial “pelo dinamismo no segmento pessoa física”.

Ao fim de setembro, a taxa básica de juros estava em 6,25% ao ano, frente à mínima histórica de 2% que vigorou até março.

Diante da persistente inflação no país, o BC elevou os juros a 7,75% em outubro, indicando que deve subir novamente a Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro.

Analistas têm apontado a alta da taxa básica e o consequente encarecimento do crédito como uma das causas fundamentais para as expectativas de menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem. Enquanto o Ministério da Economia calcula que haverá expansão de 2,1% da atividade, no boletim Focus mais recente a estimativa é de avanço de apenas 0,7%.

No box, o BC afirmou que a taxa de crescimento do crédito mais alta foi verificada na região Norte com alta de 8,8% entre famílias e 7,5% entre empresas na comparação com o trimestre anterior.

Mas o BC também chamou a atenção para Centro-Oeste e Sul, regiões beneficiadas pelo aumento das carteiras de financiamento rural. No Centro-Oeste, o aumento foi de 7,1% no crédito a pessoas físicas e de 4,0% para pessoas jurídicas, enquanto no Sul essas taxas foram de 7,0% e 5,6%, respectivamente.

Em relação ao crédito às pessoas jurídicas, o BC pontuou que a carteira com recursos direcionados –em que há regulação do governo em relação aos juros praticados– liderou o incremento de concessões.

“Regionalmente, o aumento do saldo de crédito às empresas no Sudeste, após recuo no trimestre anterior, foi determinante para a maior taxa de expansão do saldo agregado nacional”, afirmou.

O BC também avaliou que a inadimplência das carteiras de crédito seguiu reduzida, mesmo após o fim de carências que haviam sido concedidas em 2020 para dar um alívio a empresas e famílias em meio à pandemia de Covid-19.

O boxes integram o Boletim Regional, que o BC publicará na íntegra nesta quarta-feira.

(Por Marcela Ayres)

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