Bolsas de NY fecham em baixa, pressionadas no fim, após sessão volátil
As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira, em uma sessão volátil, na qual foram especialmente pressionadas perto do encerramento do pregão. As perspectivas para o aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) seguiram observadas, na medida em que a reunião da autoridade na próxima semana se aproxima. Os rendimentos dos Treasuries tiveram uma pausa em seu avanço recente, o que deu impulso durante o dia a parte das ações. Investidores avaliaram ainda a publicação de balanços do quarto trimestre.
No fechamento, o Dow Jones caiu 0,89%, a 34.715,39 pontos, o S&P 500 cedeu 1,10%, a 4.482,73 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 1,30%, a 14.154,02 pontos.
“As ações deram um suspiro de alívio agora que o sell-off do mercado de títulos parece estar dando um tempo”, afirmou Edward Moya, analista da Oanda. “Em apenas algumas semanas, Wall Street passou de precificar um aperto gradual da política para o Fed para uma ofensiva apressada que poderia resultar em quatro a cinco aumentos nas taxas de juros este ano e uma redução no balanço no início do próximo trimestre”, avalia.
Para ele, as expectativas de aperto foram exageradas e os investidores estão agora voltando a investir em ativos de risco. Citado pela CNBC, o Bespoke Investment Group ponderou o movimento, e disse que, depois de uma alta inicial, “os declínios no final do dia, que são muito piores do que a média em um determinado mês, geralmente não levam a um desempenho inferior no futuro”.
Em meio a temporada de balanços, depois de quedas recentes seguindo a publicação de resultados, parte dos bancos teve recuperação, com destaque para o Morgan Stanley (+4,28%). Divulgando números nesta quinta, a American Airlines recuou 3,18%, tendo registrado prejuízo líquido de US$ 931 milhões no quarto trimestre. Com publicação depois do fechamento do mercado, o Netflix fechou em baixa de 1,46% com a expectativa.
Algumas big techs tiveram fortes quedas, e durante tarde, um comitê no Senado americano votou por avançar uma lei que proíbe que empresas como Amazon (-2,96%), Apple (-1,03%) e Google (-1,43%) promovam seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes. A ação faz parte de uma perspectiva de restringir o poder de grandes companhias, e que a administração espera avançar antes das eleições de meio de mandato.
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