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Simone Tebet marca 1% após ser lançada por MDB e PSDB, segundo Datafolha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A senadora Simone Tebet (MDB-MS), atual encarnação da tentativa da construção de autointitulada terceira via na eleição presidencial deste ano, não conseguiu reverter suas vitórias políticas em viabilidade eleitoral até aqui.

Na nova pesquisa do Datafolha, feita com 2.556 pessoas em 22 e 23 de junho, Tebet marca 1% das intenções de voto. A margem de erro do levantamento, de número BR-09088/2022 no Tribunal Superior Eleitoral, é de dois pontos para mais ou menos.

​Na rodada anterior, no fim de maio, ela tinha 2%. Sua oscilação para baixo coincide com o período em que acumulou boas notícias e exposição.

Depois de ver Sergio Moro deixar a corrida e o seu partido, a União Brasil, desistir do projeto unificado e lançar Luciano Bivar (sem pontuação neste Datafolha), Tebet recebeu o apoio até aqui majoritário do tucanato e do Cidadania.

Sigla que polarizou a política nacional com o PT de 1994 a 2014, o PSDB implodiu em uma disputa interna, deixando o seu pré-candidato, o ex-governador paulista João Doria, a pé na corrida. O tucano desistiu da candidatura no dia 23 de maio, sem nunca decolar além do patamar em torno dos 5%.

Tebet surgiu então como a herdeira do arranjo. Ao mesmo tempo, viu sua imagem divulgada pelas inserções publicitárias gratuitas, numa primeira apresentação nacional. Não houve retorno, o que deverá aumentar a pressão das alas do MDB que são contrárias à candidatura própria.

O setor mais forte do partido é o nordestino, historicamente associado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nesta rodada do Datafolha mantém sua dianteira sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), marcando 47% ante 28% do mandatário.

Ciro Gomes (PDT) segue com a terceira via na prática, com 8% num distante terceiro lugar. Ele não integra a articulação MDB-PSDB-Cidadania e politicamente é improvável qualquer acordo de união de forças.

Estrategistas de Tebet afirmam que a situação é provisória, e que apenas o início formal da campanha, em agosto, trará um cenário mais decantado. Apostam na sua baixa rejeição, por desconhecimento também, e no fato de ser mulher: Neste Datafolha, por exemplo, Bolsonaro só tem apoio de 21% do eleitorado feminino.

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