Bolsas da Europa fecham em leve alta, com foco nos indicadores da China
As bolsas da Europa fecharam em leve alta nesta segunda-feira. No entanto, a sessão foi marcada pela volatilidade, sendo que os índices foram pressionados em grande parte do dia após a divulgação de indicadores decepcionantes da China. Os dados renovaram temores sobre a economia global e derrubaram os preços de commodities, como petróleo e cobre.
O pan-europeu Stoxx 600 subia 0,34%, a 442,36 pontos, às 13 horas (de Brasília), enquanto o londrino FTSE 100 fechou com alta de 0,11%, a 7.509,15 pontos, e o parisiense CAC 40 avançou 0,25%, a 6.569,95 pontos. Ações de companhias petroleiras segue o forte recuo do petróleo no mercado futuro. Dessa forma, Shell (-1,49%) e BP (-1,17%), em Londres.
Em julho, a indústria e varejo da segunda maior economia do mundo cresceram menos do que o esperado. Em meio aos novos sinais de desaceleração, o banco central chinês (PBoC) inesperadamente reduziu algumas de suas taxas de juros e fez uma injeção de liquidez extra nos mercados financeiros.
Analista-chefe da CMC Markets, Michael Hewson afirma que “a maior surpresa é por que alguém ainda se surpreende com isso”, dada a relutância da China em relaxar sua política de contra a covid-19, que provavelmente pesará ainda mais no crescimento econômico à medida que nos aproximamos dos meses de inverno. “À medida que o clima fica mais frio, é improvável que as taxas de infecção diminuam, o que significa que a atividade econômica provavelmente permanecerá moderada e a demanda do consumidor permanecerá fraca”, destaca, em relatório enviado a clientes. “Essa falta de confiança decorre dessa política do governo chinês, bem como de um mercado imobiliário onde os compradores estão retendo pagamentos de hipotecas de propriedades inacabadas. Esse pessimismo sobre a economia chinesa, à medida que avançamos no segundo semestre do ano, está se manifestando na fraqueza no atacado nos preços das commodities, principalmente o cobre, que está pesando sobre empresas como Antofagasta e Rio Tinto”, completa.
Em Londres, os papéis das duas empresas caíram 1,22% e 2,24%, respectivamente.
O ANZ considera que os números mais recentes indicam “estagnação” na retomada econômica da China. Ainda segundo o banco australiano, o corte de juros anunciado nesta segunda pelo PBoC sugere que o Conselho de Estado, o gabinete da China, está “preocupado com o crescente desemprego entre os jovens”.
Nesse cenário, o TD Securities resolveu reduzir sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2022, de 3,8% a 2,9%.
Segundo o banco de investimentos, a mudança reflete leituras fracas de indicadores divulgadas na noite do domingo, que fecharam uma “série de dados fracos” da economia chinesa.
Em Frankfurt, o DAX teve alta de 0,15%, a 13.816,61 pontos. Nas praças ibéricas, o IBEX 35 subiu 0,32%, a 8.427,00 pontos, enquanto o PSI 20 teve alta de 0,43%, a 6194,53 pontos.
Em Milão, os mercados estão fechados devido ao feriado.
Veja Tambem em Economia
Dólar avança para R$ 5,03 e Ibovespa recua com correção em meio a tensões geopolíticas
Goldman Sachs: Petróleo deve superar US$ 90 por barril no fim de 2026 com forte demanda global
Dow Jones atinge recorde com petróleo em queda, mas semicondutores desaceleram
Conflito do Irã derruba real, rupia e outras moedas emergentes; chinês resiste
Empresário Marcos Dias Branco, ex-vice-presidente da M. Dias Branco, morre aos 61 anos
IPCA-15 sobe 0,62% em maio com alta de alimentos e energia elétrica
Micron dispara 17% e leva Nasdaq a nova máxima com otimismo em chips
Xiaomi amplia presença no mercado de veículos elétricos apesar de queda nas ações
Xiaomi divulga resultados do primeiro trimestre e apresenta frota de veículos elétricos em Shenzhen
Lista de 12 ações de alto crescimento de receita segundo analistas de Wall Street
Demanda por cobre atinge recorde impulsionada por data centers; bolha especulativa pode surgir em 3 anos