Ibovespa se descola de NY e avança com fluxo e perspectiva positiva sobre Selic
O Índice Ibovespa ganha força na manhã desta quarta-feira, dando continuidade aos ganhos de 2% da véspera. Às 11h01, o indicador estava em alta de 0,43%, aos 113.339,62 pontos, acompanhando os ganhos da Petrobras, que sobem 0,16% (ON) e 0,57% (PN) e também o movimento de alta nos papéis das companhias de siderurgia.
Para analistas do mercado financeiro, a tendência positiva é favorecida pelo fluxo comprador estrangeiro, que permite o descolamento dos pares em Nova York, mas também pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) ter tido deflação de 0,73% em agosto, após ter avançado 0,13% em julho.
“Hoje as ações de varejo se destacam em resposta à deflação do IPCA-15, que reforçou a expectativa de fim do ciclo de aumento dos juros”, disse o operador da mesa institucional da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro.
O movimento tende, no médio prazo, a beneficiar os papéis de empresas do setor de consumo e varejo, que já começam a reagir com essas expectativas, beneficiando também o Ibovespa nesta quarta-feira.
Nos Estados Unidos, investidores estão com as atenções voltadas, ainda, na possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) promover outro agressivo aumento nos juros, de 75 pontos-base, em meio a sinalizações recentes de dirigentes da autarquia antes do simpósio de Jackson Hole, que começa amanhã, e terá como ponto alto a participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na sexta-feira.
A estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) recue 0,2% no quarto trimestre de 2022 também está no radar dos investidores no mercado doméstico. O levantamento faz parte da mediana do Ranking Broadcast Projeções, indicando que 57 projeções inseridas pelas instituições no sistema vão de recuo de 1,0% a alta de 1,2%. O Ranking agrega estimativas de instituições do mercado para taxa Selic, PIB, inflação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), dólar, balança comercial e relação dívida/PIB.
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