Bolsas da Ásia fecham em alta, após desaceleração da inflação chinesa
As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira, após dados indicarem desaceleração da inflação chinesa e fornecerem sinal verde para que as autoridades do país sigam com os planos de concessão de estímulos econômicos.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 2,5% na comparação anual da agosto, em comparação com um aumento de 2,7% em julho, informou o Departamento Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).
Já índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China subiu avançou 2,3% no mês passado, abaixo da alta de 4,2% de julho.
Para a Capital Economics, o resultado deixa espaço para que o Banco do Povo da China (PBoC) volte a cortar juros ao longo dos próximos meses, enquanto a segunda maior economia do planeta desacelera devido a medidas rígidas de controle do coronavírus. “O PBoC havia reduzido a maioria das taxas básicas em agosto, e continuamos prevendo mais cortes durante o resto do ano”, projeta.
Nesse cenário, o índice Xangai composto encerrou a sessão com ganho de 0,82%, a 3.262,05 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen composto avançou 0,65%, a 2.118,11 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng se elevou 2,69%, a 19.362,25 pontos. Após seis dias consecutivos de perdas, os negócios no território foram sustentados sobretudo por ações do setor imobiliário, entre elas Country Garden Holdings (+10,50%) e Meituan (+4,90%).
O clima ameno também se espalhou pelas demais praças asiáticas, após um pregão positivo em Wall Street. Apesar do firme compromisso do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em combate a inflação, reforçado na quinta pelo presidente Jerome Powell e outros dirigentes, investidores avaliam que parte do aperto monetário está precificado
Com isso, o índice Nikkei, na Bolsa de Tóquio, subiu 0,53%, a 28.214,75 pontos. Depois de cair aos menores níveis em 24 anos, o iene ensaiou recuperação ante o dólar nesta sexta. O presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, discutiu o tombo da moeda com o primeiro-ministro do país, Fumio Kishida, e disse que oscilações rápidas no câmbio são indesejáveis.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi, em Seul, avançou 0,33%, a 2.384,28 pontos. Em Taiwan, o Taiex se valorizou 1,20%, a 14.583,42 pontos.
Oceania
Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, aumentou 0,66%, a 6.894,20 pontos.
Veja Tambem em Economia
Dólar avança para R$ 5,03 e Ibovespa recua com correção em meio a tensões geopolíticas
Goldman Sachs: Petróleo deve superar US$ 90 por barril no fim de 2026 com forte demanda global
Dow Jones atinge recorde com petróleo em queda, mas semicondutores desaceleram
Conflito do Irã derruba real, rupia e outras moedas emergentes; chinês resiste
Empresário Marcos Dias Branco, ex-vice-presidente da M. Dias Branco, morre aos 61 anos
IPCA-15 sobe 0,62% em maio com alta de alimentos e energia elétrica
Micron dispara 17% e leva Nasdaq a nova máxima com otimismo em chips
Xiaomi amplia presença no mercado de veículos elétricos apesar de queda nas ações
Xiaomi divulga resultados do primeiro trimestre e apresenta frota de veículos elétricos em Shenzhen
Lista de 12 ações de alto crescimento de receita segundo analistas de Wall Street
Demanda por cobre atinge recorde impulsionada por data centers; bolha especulativa pode surgir em 3 anos