Custo da cesta básica aumenta em 12 capitais em outubro

Entre setembro e outubro, o preço da cesta básica encareceu em 12 das 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O Rio de Janeiro foi a quarta cidade com aumento mais expressivo no mês (3,10%), mas não figura na lista dos municípios com a maior variação positiva no ano. O preço médio do conjunto de alimentos básicos na capital fluminense chegou a R$ 736,28 no mês passado (terceiro valor mais alto entre as capitais pesquisadas).

Em outubro, a entidade estipulou que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas no país deveria ter sido de R$ 6.458,86, o equivalente a pouco mais de cinco vezes o valor atual (de R$ 1.212). O montante representou um aumento de cerca de R$ 150 em relação ao mês de setembro.

Ao comparar o custo da cesta básica com o valor do salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, o Dieese afirma que o trabalhador comprometeu, em média, 58,78% dos rendimentos com produtos básicos de alimentação.

Porto Alegre (RS) é a capital onde a cesta básica está custando mais caro, no valor de R$ 768,82. Em seguida, respectivamente, aparecem São Paulo (SP), com R$762,20, e Florianópolis (SC), com R$ 753,82.

Já em 2022, o custo do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as cidades analisadas, tendo destaque as altas em Campo Grande (14,39%), Goiânia (13,15%), Porto Alegre (12,58%) e Brasília (12,47%). . Em Recife, foi observadoo menor percentual (4,89%). No Rio de Janeiro (RJ), a alta foi de 9,26%.

Os vilões do orçamento

A batata foi o item que mais pesou no bolso em outubro, com alta registrada em todas as cidades onde é pesquisada. Segundo o Dieese, a diminuição da oferta foi explicada pelo fim da safra de inverno e pelas chuvas. O Rio de Janeiro foi a capital com a alta mais expressiva (32,43%). Em 12 meses, todas as cidades apresentaram taxas positivas.

Já o preço do tomate aumentou em 13 capitais, com taxas que chegaram a 38,33%, como é o caso de Belo Horizonte. A oferta caiu por causa da diminuição da colheitada safra de inverno. Por outro lado, no acumulado em 12 meses, houve redução nos preços em 14 cidades.

O preço do feijão diminuiu em todos os municípios onde o item é pesquisado. Em alguns casos, a queda supera 7% no mês de outubro (como no caso de Belo Horizonte). Além disso, o preço do óleo de soja caiu em 13 das capitais analisadas, até 9,30% (como ocorreu em Belém), mas não houve variação na cidade do Rio de Janeiro.

O açúcar também teve queda em 12 cidades no período (recuo de até 4,40%). No caso do Rio, porém, houve alta de 0,93% no mês. Quando considerados os últimos 12 meses, a capital fluminense teve a terceira maior queda no preço do produto (-1,81%). 

O preço do leite integral em outubro diminuiu em todas as capitais. A queda chegou a 11,50%, em Curitiba. Em 12 meses, no entanto, o valor médio do litro de leite acumulou alta em todas elas, com uma taxa de até 71,83% em Recife.

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