Transição identifica contratos suspeitos na área de direitos humanos
A equipe de transição do novo governo identificou contratos considerados suspeitos na atual gestão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A informação foi dada nesta quinta-feira (8), em Brasília, em entrevista coletiva dos integrantes do grupo de trabalho (GT) de direitos humanos, que estão fazendo um diagnóstico das políticas públicas do setor.
“Dois contratos nos chamaram muita atenção. Um de bebedouro e outro de aluguel de guindastes. Os dois contratos somam cifra de R$ 172 milhões. O governo tem a obrigação moral e legal de explicar esses contratos”, disse o deputado estadual de São Paulo Emídio de Souza (PT), membro do GT.
Notícias relacionadas:
- Consumidor de energia pagará conta de R$ 500 bilhões nos próximos anos.
- Senado aprova PEC da Transição .
- Governo eleito fará nova reforma administrativa, informa transição.
A equipe de transição não soube informar o objetivo dos contratos, nem divulgou documentos relacionados, mas informou que os indícios já foram denunciados em representação enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quinta.
“A informação que tivemos, e levamos ao TCU, é que esse empresa de bebedouros fica aqui no Gama [região administrativa do Distrito Federal] e tem como sócio majoritário um senhor que é motorista de cargas e pessoas”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra dos Direitos Humanos e integrante da equipe de transição.
A reportagem entrou em contato com o ministério, que enviou a resposta por e-mail, no qual diz que “o referido grupo não apresentou provas” e pede que “estas sejam encaminhadas” para que possa se posicionar.
Revogações
A equipe de transição informou que vai propor ao novo governo a revogação de atos que teriam comprometido a participação social na discussão de políticas públicas de direitos humanos no Brasil. Maria do Rosário deu como exemplo a troca de integrantes na Comissão Nacional de Mortos e Desaparecidos Políticos e na Comissão de Anistia. Segundo a deputada, parte dos integrantes dos colegiados, embora tenham sido nomeados legalmente, não cumpre os critérios legais previstos em lei para a ocupação da função pública.
“As nomeações das pessoas para essas áreas no governo atual ferem a legislação porque as comissões foram posicionadas contra aqueles que lutaram pela democracia no Brasil. Nós não dizemos que há irregularidade na nomeação, porque é de livre nomeação. No entanto, uma lei, de 1995, e outra lei, de 2021, tratam objetivamente das características necessárias para que as pessoas integrem essas comissões. E a característica é serem pessoas de conhecimento na área, ilibada reputação, por óbvio, e uma favorável posição ao trabalho das comissões”, afirmou a deputada.
O grupo de trabalho também criticou a execução orçamentária da pasta de Direitos Humanos em 2022, em que teria sido liquidada em apenas 18% do total previsto. Além disso, cerca de 40% dos recursos foram empenhados (reservados). “De pouco mais de R$ 900 milhões, de 2022, foram pagos R$ 170 milhões, algo em torno de 18%. E empenhados, 40%”, destacou Emídio de Souza.
Veja Tambem em Agência Brasil
Bruno Henrique’s trial at the STJD is suspended after a favorable vote and the rapporteur asks for an analysis of the process
Julgamento de Bruno Henrique no STJD é suspenso após voto favorável e relator pede análise de processo
Homem-bomba causa explosão em frente ao STF em Brasília e gera alerta de segurança; quem era Francisco Wanderley Luiz
Caça da Força Aérea Brasileira cai próximo a condomínios em Natal e assusta moradores
Influenciadora sequestrada em Salvador vive momento traumático, suspeito é preso
Auxílio Reconstrução tem mais prazo de inscrição para ganhar Pix de 5 mil
Virada Sustentável inicia dia 2 chamada para projetos e parcerias
Hemorio faz campanha para doações de sangue durante a Olimpíada
Maduro é proclamado presidente da Venezuela e acusa golpe de Estado
Governo paulista cria diretrizes para combater estiagem prolongada
Prorrogada a inscrição de R$ 5 mil no Pix do Auxílio Reconstrução