Mercadante se reúne com AFBNDES para tratar de questões trabalhistas e estratégia
O coordenador dos grupos técnicos da equipe de transição do governo federal, e indicado para assumir a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloízio Mercadante, se reuniu na manhã desta segunda-feira, 19, com a AFBNDES, a associação que representa os funcionários da instituição de fomento. O presidente da AFBNDES, Arthur Koblitz, avaliou positivamente o encontro, que ocorreu em Brasília. Segundo o dirigente, Mercadante abriu diálogo com a associação.
“O que queríamos era a abertura para o diálogo”, afirmou Koblitz, ressaltando a disposição de Mercadante em discutir tanto “questões trabalhistas” quanto questões relacionadas à estratégia do banco. “É um economista, que entende de problemas econômicos, e tem uma visão política e estratégica”, completou o presidente da AFBNDES, que também é membro do Conselho de Administração do BNDES, na vaga destinada a um representante dos empregados.
Na reunião, os representantes da associação entregaram a Mercadante o documento “Desafios do BNDES e a Transição – Proposta de funcionários para a nova gestão”, organizado pela AFBNDES com o apoio de técnicos da instituição de fomento.
Na terça-feira passada, 13, quando o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou a indicação de Mercadante para o BNDES, Koblitz avaliou a escolha positivamente. Ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente da AFBNDES destacou que Mercadante, “um dos principais quadros do partido que vai governar o País”, daria “prestígio” ao banco de fomento na política econômica.
Por trás do documento entregue ao futuro presidente do banco, está a intenção da AFBNDES de defender uma agenda para a atuação do BNDES na política econômica. Segundo Koblitz, os pontos principais da agenda são a interrupção do processo de pagamento antecipado da dívida do banco de fomento com a União e um papel mais ativo do BNDES no financiamento aos investimentos na “reindustrialização” do País e na melhoria da infraestrutura.
Para isso, será preciso oferecer ao banco de fomento algum “instrumento” de incentivos, com mudanças na Taxa de Longo Prazo (TLP), os juros cobrados nos financiamentos do BNDES, disse Koblitz na semana passada.
Segundo o presidente da AFBNDES, Mercadante não deu indicações de mudanças que poderá levar a cabo nas políticas do BNDES. O futuro presidente prometeu se manter aberto ao diálogo e sinalizou com uma visita à associação quando começar a trabalhar no banco.
Veja Tambem em Economia
Dólar avança para R$ 5,03 e Ibovespa recua com correção em meio a tensões geopolíticas
Goldman Sachs: Petróleo deve superar US$ 90 por barril no fim de 2026 com forte demanda global
Dow Jones atinge recorde com petróleo em queda, mas semicondutores desaceleram
Conflito do Irã derruba real, rupia e outras moedas emergentes; chinês resiste
Empresário Marcos Dias Branco, ex-vice-presidente da M. Dias Branco, morre aos 61 anos
IPCA-15 sobe 0,62% em maio com alta de alimentos e energia elétrica
Micron dispara 17% e leva Nasdaq a nova máxima com otimismo em chips
Xiaomi amplia presença no mercado de veículos elétricos apesar de queda nas ações
Xiaomi divulga resultados do primeiro trimestre e apresenta frota de veículos elétricos em Shenzhen
Lista de 12 ações de alto crescimento de receita segundo analistas de Wall Street
Demanda por cobre atinge recorde impulsionada por data centers; bolha especulativa pode surgir em 3 anos