Banco Central poderá realizar pagamento de valores esquecidos
Banco Central poderá realizar pagamento de valores esquecidos O sistema de valores a receber, que permite saque de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras, vai funcionar em 2023?
Por que as consultas foram suspensas?
- O sistema foi liberado em fevereiro do ano passado e suspenso em maio.
- Na época, o BC disse que a greve dos servidores do órgão prejudicou o cronograma de melhorias no sistema.
Quantas pessoas ainda podem receber?
- O BC diz que existem R$ 4,6 bilhões esquecidos em bancos a serem devolvidos para 34 milhões de beneficiários
- 32 milhões de pessoas físicas têm R$ 3,6 bilhões para resgatar
- 2 milhões de pessoas jurídicas têm R$ 1 bilhão para resgatar
Golpe no WhatsApp
- A devolução de valores esquecidos deu origem a golpes pelo WhatsApp.
- Os golpistas dizem que a vítima tem dinheiro esquecido para receber.
- Para resgatar o valor, a vítima é orientada a se cadastrar em um site.
- O link para o site, no entanto, rouba senhas e pode instalar programas espiões no celular.
- O BC alerta que todas as informações sobre o SVR são divulgadas apenas no site e nas redes oficiais do BC.
Novidades na reabertura do sistema
O SVR despertou e ainda desperta um grande interesse da sociedade. Nesse sentido, as equipes do BC estão trabalhando para adotar melhorias no sistema de maneira a proporcionar uma melhor experiência ao usuário.
João Paulo Resende Borges, chefe de divisão no Departamento de Atendimento ao Cidadão do BC, em nota
Veja as novidades que serão adotadas:
- Instituições têm o dever de enviar os dados de todos os tipos de valor a receber a partir deste mês.
- Criação de uma fila virtual de espera para consulta aos valores esquecidos. Antes, o cidadão precisava checar em qual dia e horário teria direito a fazer a consulta.
- Possibilidade de herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais de pessoas falecidas resgatarem valores esquecidos.
Tipos de valor que serão devolvidos quando o sistema voltar
- Conta corrente ou poupança encerradas.
- Tarifas cobradas de forma indevida, e que aparecerem em acordo assinado com o BC.
- Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente e que aparecerem em acordo assinado com o BC.
- Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito.
- Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados.
Na reabertura, novas modalidades serão incluídas
- Contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível.
- Contas de registro mantidas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e por sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários para registro de operações de clientes encerradas com saldo disponível.
- Outras situações em que existam valores a devolver reconhecidas pelas instituições. Fonte: Economia Uol
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