Rio de Janeiro

Habeas corpus é solicitado para mulher acusada de levar tio morto ao banco para fazer empréstimo

Idoso morto rj
Reprodução

A defesa de Erika de Souza Vieira Nunes, presa após levar o corpo do tio morto para sacar um empréstimo em uma agência bancária, solicitou habeas corpus na 2ª Vara Criminal de Bangu. O objetivo é que ela responda em liberdade durante o andamento das investigações. A decisão sobre o pedido ainda está pendente.

Alegações de Defesa

Os advogados de Erika argumentam que a prisão preventiva é injusta, destacando que ela é uma pessoa de bom caráter e possui uma filha de 14 anos que necessita de cuidados especiais. Segundo a defesa, não existem fundamentos sólidos para a manutenção de sua prisão, baseando-se apenas na repercussão pública do caso.

Situação do Tio

Fotos obtidas mostram Paulo Roberto Braga, o tio de 68 anos, vivo e internado com pneumonia dias antes do incidente, reforçando a alegação da defesa de que ele estava vivo ao ser levado ao banco. Erika, descrita como sobrinha e cuidadora, é acusada de vilipêndio de cadáver e tentativa de furto.

Decisão Judicial

Na audiência de custódia, a juíza Rachel Assad da Cunha manteve a prisão de Erika, descrevendo a ação como “repugnante e macabra”. A magistrada questionou a capacidade do idoso de expressar sua vontade, indicando que mesmo se vivo, estava incapaz de fazê-lo.

Próximos Passos

O caso segue sob investigação pela 34ª DP (Bangu), e a defesa de Erika espera a avaliação da justiça sobre o pedido de habeas corpus. A situação levantou questões sobre o tratamento de idosos e a responsabilidade dos cuidadores.

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