O Ministério das Cidades divulgou uma nova portaria nesta terça-feira (6), que aumenta o valor de entrada para famílias da faixa de renda 3 do programa Minha Casa Minha Vida. Famílias com renda mensal bruta entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil precisarão dar uma entrada maior para financiar imóveis usados com o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Alterações na Entrada e Financiamento
De acordo com a nova normativa, os interessados das regiões Sul e Sudeste deverão dar uma entrada equivalente a 50% do valor do imóvel. Já nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a entrada mínima será de 30%. Antes dessa mudança, o valor de entrada exigido era de 20% em todo o país.
Essa nova regra, publicada no Diário Oficial da União (DOU) e com efeito imediato, também reduz a margem de financiamento com o uso do FGTS. Agora, o financiamento está limitado a 50% do valor do imóvel nas regiões Sul e Sudeste e a 70% nas demais regiões.
Redução no Valor Máximo dos Imóveis
Além do aumento na entrada, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados também foi reduzido. O teto, que anteriormente era de R$ 350 mil, passou para R$ 270 mil, uma medida válida para todas as regiões do país.
Impacto nas Famílias da Faixa 3
As mudanças impactam diretamente as famílias da faixa de renda 3, que agora enfrentam um desafio maior para adquirir imóveis usados através do programa. A medida visa ajustar o programa à realidade econômica e garantir uma melhor distribuição dos recursos do FGTS.
Repercussões da Nova Regra
Especialistas avaliam que o aumento no valor de entrada e a redução no valor máximo dos imóveis podem dificultar o acesso das famílias da faixa 3 ao financiamento habitacional. No entanto, essas mudanças podem também resultar em uma maior estabilidade financeira para os adquirentes, evitando o endividamento excessivo.
O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) voltou, por meio da Medida Provisória nº 1.162, de 14 de fevereiro de 2023, convertida na Lei nº 14.620, de 13 de julho de 2023, com adoção de novas práticas.
Assim, a nova versão do MCMV busca avançar em termos da melhor localização dos empreendimentos habitacionais, garantindo a proximidade ao comércio, a equipamentos públicos e acesso ao transporte público.
Além disso, o Programa trará novas formas de atendimento destinadas a ampliar a oferta de moradias, mediante a produção de novas unidades ou da requalificação de imóveis para utilização como moradia; o financiamento da aquisição de unidades usadas; e o tratamento do estoque existente por intermédio de linhas de atendimento voltadas a promover a melhoria habitacional.

