Lionel Messi fez sua estreia em Copas do Mundo ainda jovem, sob o peso de seguir os passos do lendário Diego Maradona, que, em 1986, levou a Argentina à glória. Como Maradona, Messi rapidamente se destacou, especialmente após brilhar no Mundial Sub-20, o que o catapultou ao posto de peça-chave da seleção argentina. A grande oportunidade de Messi, no entanto, surgiu em 2014, no Brasil, quando conquistou sua primeira Bola de Ouro adidas, mesmo sem conseguir levantar o troféu da Copa, derrotado pela Alemanha na final.
Durante o torneio de 2014, Messi mostrou sua maestria desde o jogo inaugural. Com um gol notável, foi decisivo na vitória contra a Bósnia e Herzegovina. Em seguida, garantiu uma vitória crucial contra o Irã com um chute preciso nos minutos finais. Contra a Nigéria, Messi brilhou novamente, marcando dois gols que destacaram sua habilidade ímpar.
Nas oitavas de final, Messi foi o cérebro por trás do gol decisivo de Ángel Di María contra a Suíça, que veio apenas nos acréscimos da prorrogação. Na semifinal contra a Holanda, seu sangue frio ao converter o primeiro pênalti da série foi crucial para a classificação da Argentina à final.
Apesar da derrota para a Alemanha na final, Messi saiu do torneio como o jogador mais influente. Suas atuações, repletas de dribles, assistências e jogadas criativas, o colocaram no topo das estatísticas, comprovando seu talento inigualável, mesmo sem o título.
2022: A redenção e a segunda Bola de Ouro
O Mundial de 2022, realizado no Catar, trouxe uma nova chance para Messi e a seleção argentina. Embora a campanha tenha começado de forma inesperada, com uma derrota para a Arábia Saudita, Messi rapidamente assumiu o controle da situação. Com um gol de pênalti e um chute certeiro contra o México, ele garantiu a classificação da Argentina para a fase de mata-mata.
Nas fases eliminatórias, Messi atingiu um novo patamar. Tornou-se apenas o sexto jogador na história das Copas a marcar em todas as fases eliminatórias de um torneio. Contra a Austrália, mostrou sua precisão com um gol típico de sua classe. Nos pênaltis contra a Holanda, novamente demonstrou sua calma habitual ao converter sua cobrança. Na semifinal contra a Croácia, Messi abriu o placar com um chute potente, consolidando sua frieza em momentos decisivos.
A final contra a França entrou para a história como uma das mais épicas já disputadas. Messi, mais uma vez, foi a estrela, marcando dois gols e participando de praticamente todas as jogadas ofensivas da Argentina. Sua atuação o levou ao topo das estatísticas de assistências, passes decisivos, chutes a gol e faltas sofridas, comprovando sua influência em todos os aspectos do jogo.
Messi: Números e a lenda em construção
Os números de Messi no Mundial de 2022 são a prova de sua superioridade. Além dos gols e assistências, ele liderou em estatísticas cruciais, como passes para a área e chutes no alvo, demonstrando uma habilidade única de controlar o jogo em diferentes frentes.
Lendas do futebol mundial não pouparam elogios a Messi. Franz Beckenbauer ressaltou seu instinto mortal dentro da área, enquanto Gary Lineker o classificou como “o maior finalizador de todos os tempos”. Essas declarações refletem o reconhecimento generalizado de que Messi é um jogador completo, capaz de dominar todos os aspectos do futebol.
A singularidade de um ícone inigualável
Aos 35 anos, Messi encerrou sua participação na Copa do Mundo do Catar jogando todos os minutos das partidas da Argentina. Seu desempenho foi excepcional em todos os sentidos: desde passes milimétricos e finalizações precisas até a liderança emocional que guiou sua equipe ao tão almejado título.
No cenário do futebol mundial, poucos jogadores conseguiram se destacar tanto em Copas do Mundo quanto Lionel Messi. Seu legado, agora marcado pela conquista de duas Bolas de Ouro adidas, é um testemunho de sua habilidade, dedicação e paixão pelo esporte. Até o momento, ele é o único a alcançar tal feito, estabelecendo uma referência imbatível para futuras gerações que sonham em conquistar a glória máxima no futebol.
