INSS limita prorrogação automática do auxílio-doença e preocupa segurados

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Uma nova portaria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementou mudanças significativas para os beneficiários do auxílio-doença, agora chamado de benefício por incapacidade temporária. Entre as principais alterações está a limitação das prorrogações automáticas sem a necessidade de perícia médica, gerando preocupação entre aqueles que dependem desse auxílio para sobreviver enquanto se recuperam de problemas de saúde. As novas regras, que já estão em vigor, impactam diretamente milhares de pessoas em todo o Brasil.

Limite de 60 dias para prorrogação automática

A nova regra estabelece que a prorrogação automática do auxílio-doença poderá ocorrer apenas duas vezes consecutivas, limitando o período total a 60 dias. Anteriormente, o benefício poderia ser prorrogado indefinidamente, sem a necessidade de perícia, enquanto o segurado aguardava uma avaliação médica, que frequentemente atrasava devido à falta de vagas nos atendimentos. Agora, ao final desse período de 60 dias, o segurado será obrigado a passar por perícia médica para comprovar sua incapacidade, sob risco de ter o benefício cancelado.

Tempo de espera da perícia definirá prorrogações

Outra mudança relevante é a nova regra que determina que, se o tempo de espera para a perícia médica ultrapassar 30 dias, o benefício será automaticamente prorrogado por mais 30 dias, limitado a duas prorrogações. Contudo, se a perícia for marcada para menos de 30 dias, o segurado deverá aguardar a avaliação médica sem ter direito à prorrogação automática. Essa nova medida pode representar uma lacuna no recebimento do benefício, o que preocupa aqueles que precisam do auxílio para suas despesas básicas.

Impacto da Data de Cessação do Benefício (DCB)

A Data de Cessação do Benefício (DCB) também se torna um ponto central de atenção para os segurados. A DCB indica o término do auxílio-doença, que pode ocorrer quando o INSS considera que o segurado está apto a retornar ao trabalho ou quando se esgotam as prorrogações automáticas. Embora a medida tenha como objetivo acelerar o fluxo de concessão do benefício, a demora nas perícias médicas pode deixar muitas pessoas desassistidas, mesmo que ainda estejam em tratamento e não tenham condições de voltar às suas atividades laborais.

Exceções à nova regra de prorrogação

Embora a regra geral limite as prorrogações automáticas a 60 dias, existem algumas exceções. Entre elas estão os restabelecimentos determinados judicialmente, em casos onde o auxílio foi cancelado de forma indevida, ou quando o segurado consegue reativar o benefício sem precisar de nova perícia. No entanto, o processo burocrático para obter essas prorrogações adicionais tem sido um desafio para muitos segurados, que enfrentam dificuldades no cumprimento das exigências para continuar recebendo o benefício.

Como solicitar a prorrogação do auxílio-doença no Meu INSS

O processo de prorrogação do auxílio-doença foi digitalizado para facilitar o acesso dos segurados. Aqueles que precisam solicitar a prorrogação podem seguir o seguinte passo a passo no portal “Meu INSS”:

  1. Login no Meu INSS: Acesse o site ou aplicativo e faça login utilizando CPF e senha.
  2. Selecione “Benefício por Incapacidade”: No menu principal, escolha essa opção e clique em “Serviços Disponíveis”.
  3. Solicitação de novo benefício: Opte por “Pedir Novo Benefício” e siga as instruções fornecidas.
  4. Envio de documentos: Anexe os documentos médicos, como laudos, exames e atestados, em formato PDF.
  5. Notificações: Escolha se deseja receber notificações por WhatsApp ou acompanhar o andamento pelo telefone 135.
  6. Informações complementares: Indique se a incapacidade é temporária ou permanente e se houve histórico de acidente de trabalho.
  7. Agendamento da perícia médica: Por fim, agende a perícia na unidade do INSS mais próxima de sua residência.

A importância da perícia médica para manter o benefício

A perícia médica é uma etapa fundamental tanto para a concessão quanto para a prorrogação do auxílio-doença. Agendar a avaliação médica o mais rápido possível é crucial para evitar a interrupção do benefício. Entretanto, o INSS tem enfrentado dificuldades com a alta demanda e a escassez de médicos peritos disponíveis, o que tem causado atrasos no atendimento. Essa limitação tem gerado grande preocupação entre os segurados, que podem ter o benefício suspenso enquanto aguardam a perícia.

Consequências da nova regra para trabalhadores afastados

Os trabalhadores afastados por motivos de saúde são os mais afetados pelas novas regras do INSS. A exigência de realizar perícias em prazos curtos, mesmo em casos de doenças que demandam tratamentos prolongados, pode complicar a situação de muitas pessoas. Com a limitação de 60 dias para prorrogações automáticas, trabalhadores com doenças graves ou de recuperação lenta podem ficar desassistidos, especialmente em regiões onde o tempo de espera para a perícia é maior.

Principais desafios enfrentados pelos segurados

A nova portaria trouxe mais desafios para os segurados, principalmente em relação à burocracia do processo de prorrogação. A falta de clareza nas informações fornecidas pelo INSS, somada ao longo tempo de espera para perícias e à necessidade de documentação médica atualizada, cria obstáculos para quem já enfrenta dificuldades devido à doença. Além disso, muitos segurados, especialmente os mais idosos ou com pouca familiaridade com o ambiente digital, têm encontrado barreiras ao usar a plataforma “Meu INSS” para fazer suas solicitações.

Como o futuro das prorrogações do auxílio-doença pode evoluir

O INSS espera que, com essas mudanças, seja possível acelerar os processos e reduzir os atrasos na concessão de benefícios. Contudo, as deficiências estruturais do sistema, como a falta de profissionais e a alta demanda por atendimentos, podem frustrar essas expectativas. A reforma do atendimento e o investimento em mais médicos peritos são passos essenciais para garantir que os trabalhadores afastados tenham acesso rápido e eficiente ao auxílio-doença.

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