Argentina empata com Venezuela em um campo desafiador e mantém liderança nas eliminatóriasPor Carolina Costa
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A seleção argentina enfrentou grandes dificuldades no jogo contra a Venezuela pelas eliminatórias sul-americanas, realizado em uma noite de campo encharcado em Maturín. Com o retorno de Lionel Messi à equipe titular, após um período afastado devido a lesões, o confronto terminou em 1 a 1, o que permitiu à Argentina manter sua liderança na tabela de classificação. Mesmo com o resultado, a partida foi marcada por desafios tanto para os jogadores quanto para a arbitragem, devido às condições adversas do gramado.
Condições do campo: um obstáculo inesperado
Desde o início, as condições do campo se mostraram uma dificuldade significativa. Uma forte chuva havia atingido a cidade venezuelana horas antes do jogo, deixando o gramado anegado. Isso obrigou os organizadores a adiar o início da partida para permitir que os responsáveis realizassem trabalhos de drenagem. Mesmo assim, o campo permaneceu em péssimas condições, com poças de água por toda parte, o que impedia uma fluidez no toque de bola e favorecia o jogo de contato físico. Os jogadores tiveram que adaptar sua estratégia, optando por jogadas aéreas e disputas intensas pela segunda bola, já que o gramado impedia que o jogo acontecesse de forma técnica.
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O desenrolar do jogo
A seleção argentina começou o jogo com muita pressão, buscando impor seu estilo de jogo, mesmo com as dificuldades do campo. Logo aos 26 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Nicolás Otamendi aproveitou uma bola mal afastada pela defesa venezuelana e abriu o placar para a Argentina. O gol deu certa tranquilidade à equipe de Lionel Scaloni, que, apesar das condições adversas, parecia controlar a partida. Entretanto, a Venezuela não se intimidou e buscou reagir, principalmente nas jogadas pelas laterais, onde a Argentina mostrou vulnerabilidade devido às limitações impostas pelo campo.
No segundo tempo, a Venezuela começou a crescer na partida, aproveitando-se das falhas defensivas da Argentina. O esforço venezuelano foi recompensado aos 20 minutos, quando Salomón Rondón, após um cruzamento preciso de Yeferson Soteldo, empatou o jogo com uma cabeçada certeira, igualando o placar em 1 a 1. Esse gol trouxe um novo ânimo à Venezuela, que passou a pressionar mais a defesa argentina.
Messi e suas dificuldades no retorno
Lionel Messi, retornando à seleção após um tempo afastado, foi uma das grandes atrações do jogo. No entanto, o astro argentino enfrentou grandes dificuldades para mostrar seu futebol em um campo tão precário. Em diversas ocasiões, Messi foi visto tentando carregar a bola em meio às poças de água, o que impossibilitava a criação de jogadas de maior qualidade. Mesmo assim, ele teve uma chance clara de gol no final da partida, mas foi impedido pelo goleiro adversário.
Messi mostrou visível frustração com as condições do campo, mas também deixou claro que o mais importante era garantir que a equipe continuasse somando pontos nas eliminatórias, visando a classificação para a Copa do Mundo de 2026. “Hoje realmente não era possível jogar futebol. Tivemos que lutar em cada disputa de bola, mas saímos com um ponto importante”, comentou o capitão após o jogo.
Impacto na classificação
Com o empate, a Argentina continua líder das eliminatórias sul-americanas, somando 20 pontos e mantendo-se invicta na competição. O time de Scaloni tem mostrado consistência ao longo da campanha, embora o empate com a Venezuela tenha exposto algumas fragilidades, especialmente no setor defensivo e na adaptação a situações adversas, como as condições climáticas e de campo. A Venezuela, por sua vez, se mantém na luta por uma vaga nas próximas fases, somando 12 pontos e ocupando uma posição intermediária na tabela, o que ainda a mantém com chances de classificação.
Análise técnica
As condições do jogo colocaram à prova a capacidade de adaptação das duas seleções. Enquanto a Argentina, tecnicamente superior, tentava se adaptar às dificuldades impostas pelo campo, a Venezuela soube aproveitar o fator local e as limitações do adversário. A entrada de Salomón Rondón no segundo tempo foi decisiva, pois ele trouxe mais presença ofensiva, além de explorar os cruzamentos e bolas longas, que se mostraram a melhor opção em um campo tão irregular.
Scaloni, técnico da Argentina, tentou ajustar sua equipe durante o jogo, especialmente com a entrada de Balerdi na defesa para reforçar a marcação após o empate, mas a Argentina não conseguiu retomar o controle total do jogo. As substituições de Paredes e Lautaro Martínez também não trouxeram o impacto esperado, já que o time continuava com dificuldades para penetrar a defesa venezuelana.
O que esperar dos próximos jogos
A Argentina, que segue na liderança, terá a oportunidade de buscar uma recuperação em seu próximo jogo contra a Bolívia, quando jogará em casa e poderá contar com condições de campo mais favoráveis. O time de Scaloni deverá trabalhar em ajustes defensivos e na criação de jogadas para evitar tropeços como o ocorrido contra a Venezuela. Já a seleção venezuelana, apesar das dificuldades, continua viva na competição e enfrentará o Paraguai no próximo jogo, com a esperança de conquistar uma vitória e seguir avançando na tabela.
O empate entre Argentina e Venezuela evidenciou as dificuldades que as seleções sul-americanas podem enfrentar em jogos fora de casa, onde as condições de campo e clima podem alterar significativamente o curso da partida. A liderança da Argentina permanece intacta, mas o jogo serve como um alerta para o time de Scaloni, que precisa estar preparado para enfrentar diferentes adversidades durante o restante das eliminatórias. Para a Venezuela, o resultado é positivo, pois mostra que a equipe pode competir em alto nível contra seleções fortes e manter vivas as esperanças de classificação para o Mundial.















