Assassinato de jovem em Rifaina: pecuarista suspeito de matar empresária Priscila Lacerda, de 24 anos, na SP-334 é achado mortoPor Luís Henrique Costa
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O assassinato de jovem em Rifaina teve um novo desdobramento com a localização do corpo do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, encontrado sem vida na manhã desta segunda-feira (02/11/2026) em uma área rural do município paulista. Ele era considerado foragido da Justiça e apontado pela Polícia Civil como autor do disparo que matou a empresária de marketing digital Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, no dia 27 de outubro de 2026.
O crime ocorreu às margens do quilômetro 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), na entrada de uma propriedade rural pertencente à família do pecuarista. A vítima viajou cerca de 100 quilômetros a partir de Perdizes, no Triângulo Mineiro, acompanhada pelo irmão e por uma amiga com a intenção de devolver uma caminhonete emprestada e colocar fim a um relacionamento casual que mantinha com o homem.
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Durante a entrega do veículo, uma discussão começou quando o pecuarista exigiu a devolução de um aparelho celular entregue à mulher. A jovem argumentou que apenas entregaria o dispositivo caso recebesse de volta o próprio telefone pessoal, exigência que foi prontamente recusada pelo investigado. Em meio ao bate-boca, o homem sacou um revólver e disparou contra o abdômen da empresária.
“Foi muito rápido, em uma fração de segundos”, afirmou o irmão da vítima, Geovane Santana, que presenciou o ataque na rodovia.
Dinâmica do disparo na Rodovia Cândido Portinari
A empresária foi atingida na região abdominal e chegou a receber socorro médico em uma unidade básica de saúde de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelo projétil. O agressor apontou a arma para o irmão da jovem logo após o disparo e fugiu do local utilizando a caminhonete que acabara de ser entregue pelo grupo.
A equipe policial apreendeu o telefone celular utilizado pela empresária para a realização de exames periciais no Instituto de Criminalística. A Justiça de Pedregulho havia expedido um mandado de prisão preventiva contra o pecuarista em 28 de outubro de 2026, data em que as equipes policiais deram início às buscas pelo fugitivo na região de divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
Histórico de ameaças e condenações anteriores
Investigações conduzidas pela delegacia de Pedregulho sob a chefia do delegado Fábio Branquinho apontam que a motivação do homicídio foi o inconformismo do agressor com o término do relacionamento amoroso. Testemunhas ouvidas no inquérito relataram que o homem fazia ameaças constantes à vítima, afirmando que ela não se relacionaria com outra pessoa caso não permanecesse ao lado dele.
Quatro dias antes de ser morta, em 23 de outubro de 2026, a jovem sofreu agressões físicas cometidas pelo investigado e apresentava hematomas visíveis pelo corpo. O suspeito possuía registros criminais anteriores ligados a episódios de violência doméstica, incluindo uma prisão preventiva em junho de 2018 e uma condenação judicial em regime aberto aplicada pela Justiça de Franca no ano de 2021 por descumprimento de medidas protetivas contra outra ex-companheira.
A vítima morava em Perdizes, trabalhava no setor de eventos desde a adolescência e dividia residência com o namorado, Samuel Ramos, com quem planejava mudança para o município mineiro de Uberlândia. O suspeito também travava uma disputa judicial contra familiares pela partilha de bens que se arrastava por 15 anos nos tribunais paulistas.
Linha do tempo dos acontecimentos no caso
- Junho de 2018 — Suspeito cumpre prisão preventiva por desrespeitar medidas protetivas judiciais em favor de ex-companheira.
- Dezembro de 2021 — Justiça de Franca condena o pecuarista a três meses e 15 dias de detenção em regime aberto por agressões.
- Julho de 2026 — Vítima e investigado iniciam aproximação casual em encontros na divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
- 23 de outubro de 2026 — Jovem sofre agressões corporais e ameaças de morte atribuídas ao agressor em solo mineiro.
- 27 de outubro de 2026 — Empresária é morta a tiro no quilômetro 463 da SP-334 durante a devolução da caminhonete.
- 28 de outubro de 2026 — Foro judicial de Pedregulho decreta formalmente a prisão preventiva do investigado após representação policial.
- 02 de novembro de 2026 — Corpo do pecuarista é localizado pelo próprio genro em área de mata na zona rural de Rifaina.
Localização do suspeito na zona rural
O corpo de João Roberto Bolelli foi avistado por seu genro no alto de uma elevação em propriedade rural localizada nas proximidades de onde a caminhonete fora abandonada dias antes. A Polícia Militar foi chamada ao endereço para isolar o perímetro e preservar eventuais vestígios materiais até a chegada dos peritos criminais.
A causa exata da morte do suspeito depende de laudos necroscópicos requisitados pela Polícia Científica para a conclusão definitiva dos inquéritos policiais em andamento.















