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Nova onda de calor atinge Brasil e pode elevar sensação térmica a 70 °C, alerta USP

Onda de calor temperatura
Onda de calor temperatura - Foto: simon jhuan/ Shutterstock.com Onda de calor temperatura - Foto: simon jhuan/ Shutterstock.com

Uma nova onda de calor começou a se intensificar no Brasil, trazendo temperaturas extremamente altas para diversas regiões do país. O fenômeno, que ocorre entre os dias 12 e 21 de fevereiro de 2025, promete elevar as temperaturas a níveis alarmantes, especialmente no Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. De acordo com o Núcleo de Climatologia Aplicada da USP, as sensações térmicas podem ultrapassar os 70 °C em algumas localidades, principalmente onde a umidade relativa do ar estiver elevada. Esse tipo de onda de calor é resultado de um bloqueio atmosférico que impede a chegada de frentes frias e favorece a manutenção do ar quente e seco, intensificando o calor extremo por vários dias consecutivos.

A sensação térmica não depende apenas da temperatura registrada pelos termômetros, mas também da umidade relativa do ar. Quando há umidade alta, o suor evapora com mais dificuldade, reduzindo a capacidade natural do corpo de se resfriar. Assim, uma temperatura de 38 °C combinada com umidade de 60% pode ser percebida como 55 °C, enquanto temperaturas acima de 40 °C, associadas a altos índices de umidade, podem levar a sensações térmicas próximas dos 70 °C.

No Rio Grande do Sul, Porto Alegre já registrou 39 °C nesta semana, com umidade que chegou a 95%, fator determinante para aumentar a sensação térmica. Em São Paulo e Rio de Janeiro, as previsões para os próximos dias indicam máximas entre 35 °C e 39 °C, com índices de umidade que podem fazer as cidades sentirem temperaturas acima de 60 °C.

Sensação térmica extrema e impacto na saúde

As altas temperaturas afetam diretamente a saúde da população, provocando desidratação, exaustão pelo calor e, em casos extremos, insolação e hipertermia. O calor intenso também agrava problemas cardiovasculares e respiratórios, impactando especialmente idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Especialistas alertam que é fundamental reforçar a hidratação e evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

Durante a última onda de calor, diversas cidades do Brasil registraram aumento no número de atendimentos hospitalares por complicações relacionadas às altas temperaturas. Em 2024, o Rio de Janeiro chegou a registrar sensação térmica de 62,3 °C, levando dezenas de pessoas aos postos de saúde com sintomas de exaustão.

Nos locais onde a umidade do ar for muito baixa, os riscos também são altos. Índices de umidade abaixo de 30% podem causar ressecamento das vias aéreas, agravando quadros alérgicos e respiratórios. Além disso, o calor intenso aumenta o risco de incêndios florestais, colocando em perigo áreas naturais e zonas urbanas próximas a vegetações.

Regiões mais afetadas pela onda de calor

  • Sudeste: Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais devem registrar temperaturas elevadas, com sensação térmica ultrapassando os 60 °C. A capital paulista pode ter recordes de calor nesta semana.
  • Sul: Porto Alegre já alcançou 39 °C, e o Rio Grande do Sul enfrenta uma seca severa que agrava ainda mais a situação.
  • Centro-Oeste: Brasília e Cuiabá devem registrar máximas acima dos 40 °C, com ar seco e sensação térmica elevada.
  • Nordeste: Estados como Bahia e Maranhão podem atingir máximas superiores a 38 °C, com sensação térmica que pode ultrapassar os 55 °C devido à alta umidade.

Fatores climáticos que contribuem para o fenômeno

A onda de calor atual é resultado de um bloqueio atmosférico, uma condição meteorológica que impede a entrada de massas de ar frio. Esse fenômeno prende o calor em uma determinada região, mantendo as temperaturas elevadas por vários dias. Além disso, as mudanças climáticas globais têm intensificado a frequência e severidade das ondas de calor, tornando esses eventos cada vez mais comuns e perigosos.

Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um aumento nas temperaturas médias, com recordes de calor sendo quebrados anualmente. De acordo com estudos meteorológicos, os verões têm ficado mais quentes e prolongados, ampliando os períodos de calor extremo e impactando diretamente a população e os ecossistemas.

Recomendações para enfrentar o calor extremo

Para minimizar os impactos do calor intenso, especialistas recomendam algumas medidas essenciais:

  • Hidratação constante: Beber bastante água ao longo do dia para evitar desidratação.
  • Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h: Esse é o período mais quente do dia, quando a radiação solar é mais intensa.
  • Usar roupas leves e claras: Peças de algodão ajudam a manter o corpo mais fresco.
  • Procurar locais ventilados ou climatizados: Ambientes com ar-condicionado ou ventilação adequada ajudam a reduzir os efeitos do calor.
  • Reduzir atividades físicas intensas: Principalmente nos horários mais quentes, para evitar exaustão térmica.

Histórico de ondas de calor no Brasil

O Brasil tem registrado ondas de calor cada vez mais severas nos últimos anos. Em 2020, o país teve um dos períodos mais quentes da história, com cidades no Centro-Oeste atingindo 44 °C. Em 2023, uma onda de calor prolongada elevou as temperaturas de São Paulo para 37 °C, com sensação térmica próxima a 50 °C. No mesmo ano, Cuiabá registrou 43 °C, um dos recordes da cidade.

Eventos extremos como esses têm se tornado mais frequentes, evidenciando a influência das mudanças climáticas globais na intensificação das temperaturas. Com o aumento das emissões de gases de efeito estufa, especialistas apontam que as ondas de calor devem se tornar ainda mais comuns nas próximas décadas.

Impactos no fornecimento de energia e agricultura

O aumento extremo das temperaturas também pode causar sobrecarga nos sistemas de energia elétrica, devido ao uso intensivo de ar-condicionado e ventiladores. Durante ondas de calor anteriores, cidades brasileiras enfrentaram apagões devido ao alto consumo de eletricidade.

Além disso, o calor extremo afeta a produção agrícola, reduzindo a produtividade de culturas sensíveis às altas temperaturas, como milho e café. A seca prolongada também compromete a qualidade do solo e pode afetar a criação de gado, prejudicando o setor agropecuário.

Linha do tempo das temperaturas extremas no Brasil

  • 2020: Cuiabá registra 44 °C, um dos maiores recordes do país.
  • 2023: Sensação térmica no Rio de Janeiro atinge 58 °C, impactando a população.
  • 2024: São Paulo bate recorde com 37,5 °C, e Porto Alegre chega a 41 °C.
  • 2025: Sensação térmica pode atingir 70 °C em algumas cidades devido à combinação de temperatura e umidade.

A atual onda de calor reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas e adaptação para lidar com os impactos das temperaturas extremas. Com previsões de calor intenso para os próximos dias, a recomendação é que a população esteja atenta aos alertas meteorológicos e siga as orientações de especialistas para evitar riscos à saúde.

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