Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

Nesta sexta-feira, 28 de fevereiro, a TV Globo leva ao ar um dos maiores clássicos do cinema brasileiro na Sessão da Tarde. “Central do Brasil”, filme lançado em 1998, será exibido a partir das 15h30, horário de Brasília, trazendo a história emocionante dirigida por Walter Salles e protagonizada por Fernanda Montenegro. Com duas horas de duração, a obra retorna à tela da emissora em um momento especial, reacendendo memórias de sua consagração nacional e internacional.

A trama acompanha Dora, uma ex-professora aposentada que trabalha escrevendo cartas para analfabetos na movimentada Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Interpretada por Fernanda Montenegro, a personagem vive uma rotina marcada pelo cinismo, embolsando o dinheiro das cartas sem enviá-las. Tudo muda quando ela cruza o caminho de Josué, um menino de 9 anos que fica órfão após a morte da mãe em um acidente. Relutante, Dora embarca com ele em uma jornada pelo interior do Nordeste em busca do pai da criança, em uma narrativa que mistura drama, redenção e um retrato sensível do Brasil.

Com uma trajetória repleta de prêmios, “Central do Brasil” marcou época ao conquistar o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro. A exibição na Sessão da Tarde reforça a relevância da obra, que continua a emocionar gerações e a destacar o talento do cinema nacional em um horário acessível ao grande público.

Uma viagem pelo legado de Central do Brasil

Produzido pela VideoFilmes, “Central do Brasil” surgiu em um contexto de retomada do cinema brasileiro, após anos de dificuldades para a indústria nacional. Dirigido por Walter Salles, o longa foi escrito por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, trazendo uma história inspirada em fatos reais. A personagem de Dora, por exemplo, tem raízes na trajetória de Socorro Nobre, uma ex-presidiária que escrevia cartas para detentas analfabetas. Essa origem confere ao filme uma autenticidade que ressoa até hoje.

A escolha de Fernanda Montenegro para o papel principal foi um acerto que elevou a produção a outro patamar. Aos 69 anos na época do lançamento, a atriz entregou uma atuação visceral, que lhe rendeu o Urso de Prata no Festival de Berlim e a histórica indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 1999. Ela se tornou a primeira latino-americana a concorrer na categoria, um marco que ainda ecoa na memória do público brasileiro e na história do cinema mundial.

Outro destaque é Vinicius de Oliveira, que interpreta Josué. Escolhido entre mais de 1.500 candidatos, o jovem, então com 11 anos, era engraxate quando foi descoberto por Salles. Sua performance natural e emocionante complementa a química com Montenegro, formando o coração pulsante do filme. A exibição na Sessão da Tarde oferece uma chance de revisitar essa parceria única, que atravessou fronteiras e consolidou “Central do Brasil” como um símbolo da cultura brasileira.

Reconhecimento mundial e impacto cultural

A recepção de “Central do Brasil” foi avassaladora tanto no Brasil quanto no exterior. O filme acumulou mais de 50 prêmios internacionais, incluindo o prestigiado Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlim, um feito inédito para uma produção brasileira na época. Nos Estados Unidos, o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro veio acompanhado de elogios da crítica, que destacou a capacidade de Salles de transformar uma jornada pessoal em uma narrativa universal.

No Brasil, o longa foi um sucesso de público e crítica, atraindo mais de 1,5 milhão de espectadores aos cinemas. Sua inclusão na lista dos 100 Melhores Filmes Brasileiros de Todos os Tempos, elaborada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema em 2015, reforça seu status de obra-prima. A exibição na Sessão da Tarde, um espaço tradicionalmente reservado para filmes leves, demonstra como a Globo aposta na força emocional e cultural da trama para alcançar novos públicos em 2025.

O que esperar da exibição na Sessão da Tarde

A Sessão da Tarde desta sexta-feira promete trazer “Central do Brasil” em sua essência completa, com a duração original de 115 minutos. A transmissão começa às 15h30, logo após a novela “História de Amor”, e deve cativar tanto os espectadores que já conhecem a história quanto aqueles que terão o primeiro contato com o filme. A escolha do horário vespertino reflete a intenção de tornar a obra acessível a um público amplo, incluindo famílias e fãs do cinema nacional.

Diferentemente de outras exibições na Globo, como na Tela Quente de 2019, que celebrou os 90 anos de Fernanda Montenegro,这次 a Sessão da Tarde foca em um momento de celebração mais ampla do legado do filme. A narrativa de Dora e Josué, ambientada em cenários que vão do caos urbano do Rio de Janeiro ao sertão nordestino, oferece um contraste marcante com as produções hollywoodianas que costumam dominar a faixa. É uma oportunidade rara de ver um clássico brasileiro em destaque na programação diurna.

Curiosidades que enriquecem a experiência

Para quem vai assistir “Central do Brasil” na Globo, alguns detalhes podem tornar a experiência ainda mais especial. Aqui estão cinco curiosidades sobre o filme:

  • Escolha do elenco: Vinicius de Oliveira superou 1.500 concorrentes para o papel de Josué, sendo descoberto por Walter Salles enquanto trabalhava como engraxate.
  • Inspiração real: A personagem Dora foi baseada em Socorro Nobre, que escrevia cartas no presídio e ditou uma delas para Fernanda Montenegro na primeira cena do filme.
  • Cena espontânea: Durante as filmagens no Nordeste, uma multidão se juntou a Montenegro para rezar em uma cena, confundindo a gravação com um evento religioso real.
  • Premiação histórica: Fernanda Montenegro foi a primeira latino-americana indicada ao Oscar de Melhor Atriz, mas perdeu para Gwyneth Paltrow, em uma decisão polêmica até hoje.
  • Trilha sonora marcante: Composta por Jaques Morelenbaum e Antonio Pinto, a música do filme intensifica a carga emocional da jornada de Dora e Josué.

Esses elementos mostram como “Central do Brasil” transcende o roteiro, misturando ficção e realidade em uma produção que continua relevante quase três décadas após seu lançamento.

Cronograma de exibições marcantes do filme

“Central do Brasil” já passou por diversas telas da Globo ao longo dos anos, marcando momentos especiais. Confira um breve histórico de suas exibições na emissora:

  • Outubro de 2019: Exibido na Tela Quente em homenagem aos 90 anos de Fernanda Montenegro, alcançando 22,5 pontos de audiência na Grande São Paulo.
  • Março de 2022: Transmitido na Sessão de Sábado, destacando-se como uma das raras inserções do cinema nacional na faixa.
  • Fevereiro de 2025: Agora na Sessão da Tarde, a exibição desta sexta-feira, 28, reforça a aposta da Globo em clássicos brasileiros para o público vespertino.

Essas ocasiões mostram como o filme mantém sua força na programação, sendo revisitado em diferentes contextos e horários pela emissora.

Fernanda Montenegro: a alma do filme

Aos 95 anos em 2025, Fernanda Montenegro segue como um ícone da dramaturgia brasileira, e “Central do Brasil” permanece um dos pontos altos de sua carreira. Sua interpretação de Dora, uma mulher endurecida pela vida que encontra redenção na relação com Josué, é considerada uma das melhores atuações do cinema nacional. A indicação ao Oscar em 1999, embora não tenha resultado em vitória, colocou seu nome entre lendas como Meryl Streep e Cate Blanchett.

Além do Oscar, Montenegro levou o Urso de Prata e diversos prêmios em festivais pelo papel. Sua presença no filme não é apenas um destaque artístico, mas também um símbolo da força feminina em narrativas que exploram as camadas sociais do Brasil. A exibição na Sessão da Tarde é mais uma chance de o público celebrar o talento dessa atriz que, mesmo após décadas, continua a emocionar.

A jornada de Josué e o olhar sobre o Brasil

Vinicius de Oliveira, hoje com 38 anos, estreou no cinema com “Central do Brasil” e deixou uma marca indelével como Josué. O menino órfão que busca o pai no sertão nordestino representa a resiliência de tantas crianças brasileiras enfrentando adversidades. Sua parceria com Dora reflete um Brasil de contrastes, entre o abandono e a solidariedade, o cinismo e a esperança.

As locações do filme, que vão da Estação Central do Brasil ao interior do Nordeste, mostram um país diverso e cheio de desafios. A fotografia de Walter Carvalho captura a aridez do sertão e a vitalidade das comunidades locais, enquanto a direção de Salles transforma essa viagem em uma metáfora sobre identidade e pertencimento. Para o público da Sessão da Tarde, é uma oportunidade de mergulhar nesse retrato humano e geográfico.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  2. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  3. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  4. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  5. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  6. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  7. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  8. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  9. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  10. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.