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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta sexta-feira, 28 de fevereiro, uma lista prévia com 52 jogadores escolhidos pelo técnico Dorival Júnior para os próximos compromissos da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O grande destaque é o retorno de Neymar, atualmente no Santos, que volta ao radar da Seleção após um período afastado por lesão e sua passagem pela Arábia Saudita. O craque de 33 anos lidera um grupo variado que também inclui nomes como Oscar, do São Paulo, Yuri Alberto, do Corinthians, e a jovem promessa Estêvão, do Palmeiras. Marcados para 20 e 25 de março, esses duelos são cruciais para o Brasil, quinto colocado com 18 pontos, consolidar sua vaga no Mundial de 2026, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. A convocação final, com 23 nomes, será revelada no dia 7 de março, no Rio de Janeiro.

A presença de Neymar reacende a paixão dos torcedores e marca um momento significativo na gestão de Dorival, iniciada em janeiro de 2024. Após mais de um ano sem atuar pela Seleção devido a uma lesão grave no joelho e sua transferência para o Al-Hilal, seguida do surpreendente retorno ao Santos em 2024, o atacante traz sua bagagem de 79 gols em 128 jogos para um time sedento por liderança. A pré-lista mescla esse peso de experiência com talentos emergentes e atletas em alta na Europa e no Brasil, refletindo a estratégia para os confrontos em Brasília contra a Colômbia e em Buenos Aires contra a Argentina, atual campeã mundial. Ao lado de Neymar, pilares como Alisson (Liverpool) e Vinicius Jr. (Real Madrid) se unem a jovens como Endrick (Real Madrid) e Igor Jesus (Botafogo).

Com seis goleiros, oito zagueiros, oito laterais, 14 meio-campistas e 16 atacantes, a pré-lista dá a Dorival opções táticas amplas enquanto ele se prepara para dois jogos de alta tensão. O retorno de Neymar, porém, eclipsa tudo, sinalizando sua intenção de retomar o posto de protagonista do Brasil após um período desafiador. O anúncio da CBF destaca essa mistura de nostalgia e ambição, com o astro do Santos pronto para influenciar uma fase decisiva nas Eliminatórias.

Neymar reconquista espaço após ausência marcada por lesão

O dia 17 de outubro de 2023 ficou gravado na memória do futebol brasileiro: Neymar caiu no gramado durante um jogo das Eliminatórias contra o Uruguai, segurando o joelho. Diagnosticado com ruptura do ligamento cruzado anterior e lesão no menisco, o então jogador do Al-Hilal enfrentou uma recuperação árdua que o afastou por quase um ano. Sua ausência coincidiu com uma campanha irregular do Brasil, incluindo a eliminação nas quartas de final da Copa América 2024 para o Uruguai, aumentando a pressão por seu retorno. Agora, de volta ao Santos desde meados de 2024 e em forma no Campeonato Brasileiro, Neymar assegura um lugar na pré-lista de Dorival Júnior, prova de sua determinação e talento duradouro.

Antes da lesão, Neymar era o motor da Seleção, muitas vezes carregando o time com dribles e jogadas decisivas. Seu último gol pela equipe veio em setembro de 2023, uma dobradinha contra a Bolívia que o colocou acima de Pelé como maior artilheiro da história do Brasil, com 79 tentos. O caminho de volta foi tortuoso: reabilitação, críticas por sua ida à Arábia Saudita e dúvidas sobre sua condição física desafiaram sua persistência. No entanto, suas atuações pelo Santos, com cinco gols e sete assistências em 12 jogos desde agosto de 2024, convenceram Dorival a apostar nele novamente. Aos 33 anos, Neymar alia experiência a um desejo de calar os críticos, especialmente nos duelos contra Colômbia e Argentina.

Outros nomes importantes aparecem na pré-lista, mas a narrativa de Neymar domina. Jogadores como Bruno Guimarães (Newcastle) e Raphinha (Barcelona) trazem solidez, enquanto o retorno de Oscar e a boa fase de Yuri Alberto no Corinthians agregam opções. Ainda assim, é o potencial de Neymar para decidir partidas—como nas atuações memoráveis na Copa de 2014 ou nas Eliminatórias de 2022—que alimenta as esperanças para a campanha brasileira.

Como o retorno de Neymar molda a estratégia do Brasil

A decisão de Dorival Júnior de pré-convocar Neymar aponta para uma mudança tática enquanto o Brasil se prepara para enfrentar Colômbia e Argentina. Reconhecido por seus dribles, visão de jogo e gols em momentos cruciais, Neymar oferece versatilidade que pode vê-lo atuar como armador central ou atacante móvel. Sua volta reforça um ataque que já conta com Vinicius Jr., Rodrygo (Real Madrid) e Raphinha, podendo formar um quarteto temido. Em jogos recentes pelo Santos, Neymar brilhou em uma função livre, transitando entre meio-campo e ataque, um modelo que Dorival pode adotar para desestabilizar a defesa organizada da Colômbia e a experiente linha argentina.

Além do aspecto tático, Neymar eleva o moral da equipe. Sua liderança, forjada em anos como capitão, pode estabilizar um grupo que oscilou em 2024, especialmente após a derrota por 1 a 0 para a Argentina no Maracanã, em novembro de 2023. Essa perda, junto ao tropeço na Copa América, revelou uma falta de comando em campo—algo que os 128 jogos e a experiência em grandes jogos de Neymar podem corrigir. Sua conexão com jovens como Endrick e Estêvão, também pré-convocados, sugere ainda um papel de mentor, unindo o passado e o futuro do Brasil.

A profundidade da pré-lista facilita a reintegração de Neymar. Meio-campistas como Lucas Paquetá (West Ham) e Bruno Guimarães podem assumir funções defensivas, liberando Neymar para criar. Na defesa, Gabriel Magalhães (Arsenal) e Marquinhos (PSG) seguram a retaguarda, enquanto Alisson traz segurança no gol. O desafio de Dorival será equilibrar o brilho de Neymar com a necessidade de organização contra dois adversários taticamente astutos.

Momentos marcantes da trajetória de Neymar na Seleção

A história de Neymar com o Brasil dá peso ao seu retorno. Veja os principais marcos:

  • 2010: Estreia aos 18 anos contra os EUA, marcando na vitória por 2 a 0.
  • 2013: Destaque na Copa das Confederações, liderando o título com quatro gols.
  • 2014: Copa do Mundo interrompida por lesão nas costas contra a Colômbia.
  • 2022: Supera o recorde de gols de Pelé em goleada de 5 a 1 sobre a Bolívia.
  • 2023: Lesão no joelho o afasta por um ano, pausando sua trajetória.

Seu retorno à pré-lista em 28 de fevereiro ocorre 16 meses após o jogo contra o Uruguai, alinhando-se à busca do Brasil pela Copa de 2026. Com 18 pontos em 12 jogos, a equipe precisa de vitórias para subir do quinto lugar, e o histórico de Neymar—média de 0,62 gol por jogo—o torna um diferencial em potencial.

Veteranos e jovens complementam a volta de Neymar

Enquanto Neymar rouba os holofotes, a pré-lista equilibra experiência e renovação. Alex Sandro (Flamengo) e Lucas Moura (São Paulo), ambos acima dos 30 anos e de volta ao Brasil após carreiras na Europa, se juntam a ele entre os veteranos. Bruno Henrique (Flamengo), com 12 gols no Brasileirão 2024, adiciona potência. Esses jogadores experientes podem suavizar a transição de Neymar, oferecendo estabilidade enquanto ele se readapta ao ritmo internacional.

A juventude, porém, brilha ao lado de Neymar. Estêvão, de 17 anos, promessa do Palmeiras rumo ao Chelsea em 2025, ecoa o estilo de Neymar em início de carreira, enquanto Endrick, já no Real Madrid, traz finalização precoce. Igor Jesus (Botafogo), recém-campeão da Libertadores, e Samuel Lino (Atlético de Madrid) reforçam o grupo jovem. A aposta de Dorival nesses talentos—36 estreantes convocados desde 2024—mostra uma equipe em evolução ao redor de Neymar, que pode guiá-los em jogos de alta pressão como o contra a Argentina.

Surpresas como Hugo Souza (Corinthians) no gol e Joelinton (Newcastle), com cinco gols na Inglaterra, completam a lista. O Flamengo lidera os clubes nacionais com cinco pré-convocados, enquanto São Paulo e Corinthians também se destacam, evidenciando a força do futebol local.

Teste de Neymar contra Colômbia e Argentina

Os jogos de março são cruciais para o retorno de Neymar. Em 20 de março, o Brasil recebe a Colômbia no Estádio Mané Garrincha, onde goleou o Peru por 4 a 0 em 2024. A Colômbia, que eliminou o Brasil na Copa América 2024, é um desafio físico, mas tem vacilado fora de casa. Cinco dias depois, em 25 de março, Neymar encara a Argentina em Buenos Aires—uma revanche da derrota de 2023 e uma chance de enfrentar os campeões mundiais de Lionel Messi. Esses duelos, 13ª e 14ª rodadas das Eliminatórias, podem definir o rumo do Brasil.

Os treinos começam por volta de 17 de março na Granja Comary, com a lista final anunciada em 7 de março. A forma física de Neymar será essencial—o Santos não relata problemas desde seu retorno, mas o nível internacional é outro. No último embate com a Argentina, ele foi anulado na derrota por 1 a 0; agora, buscará reescrever essa história.

Profundidade do elenco sustenta o papel de Neymar

A pré-lista de 52 jogadores cobre todas as posições para maximizar o impacto de Neymar. Destaques incluem:

  • Goleiros: Alisson, Ederson e Bento, com Hugo Souza como novidade.
  • Zagueiros: Marquinhos e Gabriel Magalhães, além do jovem Murillo (Nottingham Forest).
  • Meio-campistas: Bruno Guimarães e Paquetá, com Oscar trazendo criatividade.
  • Atacantes: Vinicius Jr., Rodrygo e Neymar, apoiados por Yuri Alberto e Raphinha.

Com 28 atletas na Europa, 19 no Brasil e cinco em outras ligas, Dorival tem margem para construir em torno de Neymar. O ataque, com potencial para quatro titulares, pode sufocar defesas, enquanto meio-campo e defesa oferecem equilíbrio.

Chance de Neymar retomar o trono do Brasil

Os 18 pontos do Brasil o colocam atrás de Argentina (25), Uruguai (19), Colômbia (19) e Equador (18). Os seis primeiros se classificam diretamente, e Neymar pode ser o diferencial. A forma recente—duas vitórias, dois empates e uma derrota em cinco jogos—exige ajustes, e seus 79 gols trazem esperança. Contra a Colômbia, ele reencontra um rival de sua lesão em 2014; contra a Argentina, é a chance de redenção.

A pré-lista da CBF, dominada pelo retorno de Neymar, prepara o terreno para uma semana decisiva. Sua presença na lista final dependerá de seu desempenho até 7 de março, mas ele já eleva as expectativas. Aos 33 anos, Neymar mira 2026, buscando liderar o Brasil ao hexa—e tudo começa nesses confrontos.

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